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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Almoço na escola em Portugal: a adaptação e o efeito da nova rotina

maio 18, 2018 0 Comments

alimentacao-nas-escolas-de-Portugal


Depois de temas como "matrículas" e "adaptação na escola nova", o assunto que mais preocupa os pais é sobre a alimentação nas escolas de Portugal. O cardápio do almoço mais propriamente dito. 😅

"Seu filho almoça na escola?", 
"Qual tipo de comida serve lá?, 
" Ele se adaptou rápido?", 
"Ele come de tudo? 
Essas são algumas das perguntas que recebo sobre o tópico que resolvi falar hoje.

Vou resssaltar mais uma vez que falo aqui sobre minha experiência com o meu filho. É claro que isso pode variar de criança para criança, família para família. É normal, ok? 
Então vamos lá!

Minha experiência:

Quando chegamos em Portugal, lia muitos pais (brasileiros em suas maioria) dizendo que adoravam a escola onde os filhos estavam estudando, poréeeem, grande parte dizia sobre a dificuldade de adaptação das crianças ao tipo de almoço oferecido nelas. Tanto que muitos preferiam  levar os filhos para comer em casa (pelo menos no início ou em dias específicos) ou mandavam algum tipo de comida para substituir a refeição dada lá. É bom já falar que sim, existe essa opção. Podem se acalmar, viu. 😊

É verdade que muitas das crianças demoram a se acostumar ao novo esquema alimentar nas escolas e que essa é uma fase muito complicada para muitas delas. De fato, cada criança reage diferente e é preciso saber lidar da melhor maneira para que nada seja traumático, já que são muitos processos de adaptação com a mudança de país.

Mas a verdade é que eu, apesar de muito me preocupar com esse momento, já tinha decidido desde o início que meu filho iria comer na escola e que passaria pela adaptação necessária lá dentro. E  se fosse preciso até reforçaria o lanche quando não tivesse rolando muito bem mas faria questão que ele pelo menos experimentasse o que estava sendo oferecido no dia. E isso foi algo que ouvi logo na primeira vez que tive contato com a escola e me deparei com essa "nova situação". O que me disseram foi: "As escolas aqui incentivam que a criança conheça novos alimentos sempre. Ela não é obrigada a comer tudo, mas precisa pelo menos provar para dizer que não gostou da comida."

No fundo, isso soou um tanto pessoal. Logo eu, a rainha do "não gosto de tal comida sem nunca ter experimentado". A verdade é que eu sempre achei a teoria muito interessante, mas na prática nem eu mesma vivia. Por conta disso era importante para mim não passar isso ao meu filho, ainda mais que por ele ser novo a questão poderia ser bem mais fácil de "superar". Na minha cabeça era a hora para se fazer isso sem "muito sofrimento". 

E outra coisa, temos que estar abertos para entender a cultura do país em que estamos e passarmos isso para os nossos filhos. Para mim, essa era uma oportunidade para isso. Ele tem apenas 5 anos, está formando seu paladar ainda, não poderia deixar de testar essa nova experiência. É claro que apesar de estar certa disso, o receio de que seria uma fase difícil caminhou comigo até a primeira semana de aula. Mas na minha visão era importante vivermos isso.

Tentar é importante:

O início das aulas veio e ele tirou de letra o novo hábito alimentar. Sim! Não houve reclamação dele com a comida e ao perguntar na escola sempre ouvia que ele era bem tranquilo para comer. Como foi? O que foi feito para isso? Não sei, só sei que foi preciso tentar para saber se iria correr bem, ou não.

Eu já havia reparado que ver os amiguinhos comer sempre facilitava e ele ia no clima. O que com certeza deve ter facilitado muito. Não sei exatamente qual foi a "mágica" mas chego a conclusão que é sempre (sempre mesmo) preciso tentar, antes de dizer que "não vai dar". Nós pais temos o péssimo hábito de já concluir se nossos filhos vão gostar ou não, se vão se adaptar ou não. A verdade é que estranhamos mais do que a criança.

O efeito dessa nova rotina no Dia-a-Dia fora da escola:

"Ah que bom, então seu filho come de tudo." 
Não. Não é bem assim. Em casa, ainda é um pouco mais difícil (comer em turma é muito mais legal) mas apesar disso já percebo uma mudança no paladar dele. O efeito da rotina na alimentação vem sido notada em alguns hábitos que ele adquiriu, como comer frutas de sobremesa. (Antes disso era sempre sorvete)
Depois do almoço, é hora de comer uma laranja cortada. UAU!  Voltei no tempo vendo ele comer assim rsrs.  Já não via isso desde o tempo que era pequena (quando minhas tias comiam). E ele ADORA! Coisa mais linda! É morango, melancia, clementina (tanjerina). Tô adorando! Ele come com gosto.
Mas se tiver um sorvete, ele ainda prefere? Claroooo. Normal, né?😏

Esse novo costume ainda rende algumas perguntas do tipo: "Tem 'oface' mãe?" OI?ALFACE?! Nem sabia que vc comia alface.
E novidades do tipo "Mãe, comi uma batata com negocinhos verdes e gostei." (risos)

Ah e além disso tudo, pude junto com ele aprender e reconhecer que meu cardápio em casa não é muito variado e meus hábitos alimentares não são muito exemplares também. E já estou trabalhando  nisso. Não é mole mas o negócio é tentar. MESMO!

No fim, ele só tem me mostrado que está preparado para vivenciar as experiências que esse mundão oferece e que o medo está sempre em mim. Em nós pais. Por isso, na dúvida, no medo, eu aconselho deixar seu filho tentar, experimentar (coisas boas, claro). Se não der certo, outras opções sempre virão. Mas deixe ele viver, sem passar nossos "traumas", essas novidades que o novo lar que escolhemos viver tem a oferecer.

Como funciona a alimentação na escola

Pequeno-almoço (o nosso café da manhã):
Geralmente nos pedem para mandar frutas e pão. E lá eles servem um leite (achocolatado).

Almoço:
Entrada - Sopa
A Refeição do dia
Sobremesa - frutas da época

Pela tarde:
Um lanchinho que pode ser bolachas (sem recheio), um bolinho (sem recheio), pão, iogurtes e mais frutas.

Sobre o Cardápio
A primeira vez que vi o cardápio, eu tive muita vontade de ser uma mosquinha para vê-lo comer Bacalhau à bras, arroz com cenouras sem reclamar do "negocinho abóbora" e as "coisinhas verdes" que ele sempre colocava de lado na comida aqui em casa.
Ah, eu ri sozinha e fiquei imaginando o "show" que ele daria para comer. Confesso que algumas comidas eu não oferecia agora pela idade. Sempre tive essa mania de achar que ele era muito novo para comer tais coisas. Que nada. Ele come agora e nem reclama. Tudo é uma questão de costume, faz parte.

O cardápio da semana geralmente fica anexado na porta de entrada da escola, recebemos por email e está no facebook da Associação dos Pais também.


Modelos de ementa:




quarta-feira, 25 de abril de 2018

Feriados em Portugal: conheça os 13 oficiais.

abril 25, 2018 0 Comments

feriados-em-potugal

Ah! Feriado!!!

No mês em que se comemora "O Dia da Liberdade" em Portugal, eu aproveito para listar aqui as principais datas comemorativas que os portugueses (e todos que moram aqui, claro!) ganham uma folguinha. 

Afinal de contas, quando você está prestes a morar em outro país é muito importante que você fique inteirado da cultura local.Além de ser sempre bom saber, quando estiver aqui já, quais meses vão ter alguns dias livres e em que data eles vão cair para saber as programações da cidade, os horário de funcionamento das lojas e dos pontos turísticos também.

Você sabia que tem algumas datas comemorativas que em Portugal são celebradas em dias diferentes do Brasil?
Quer saber mais? Tenho um post completo falando sobre elas. Confere tmb!
Celebrações em Portugal (versus Brasil)

Nos últimos anos, Portugal passou por uma forte crise econômica que suspendeu quatro feriados importantes do calendário. Somente em 2016 que o novo governo repôs as datas na agenda oficial.

Com a crise mais distante, os dias de Corpus Christi, da Implantação da República, o Dia de Todos os Santos e a Restauração da Independência voltaram a compor a lista, fechando assim os 13 feriados nacionais obrigatórios do país. 

CALENDÁRIO 2018
01 de janeiro – Ano Novo
30 de março – Sexta-feira Santa
01 de abril – Páscoa
25 de abril – Dia da Liberdade
01 de maio – Dia do Trabalhador
31 de maio – Corpo de Deus (Corpus Christi)
10 de junho – Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
15 de agosto – Assunção de Nossa Senhora
05 de outubro – Implantação da República
01 de novembro – Dia de Todos os Santos
01 de dezembro – Restauração da Independência
08 de dezembro – Imaculada Conceição
25 de dezembro – Natal

Existem também os feriados municipais em Portugal, que podem ser escolhidos por cada cidade. Nesse caso, cada município escolhe um dia (ou mais) para decretar como feriado municipal. Normalmente, eles correspondem ao dia do padroeiro da cidade ou se trata de alguma data histórica do município.

O Carnaval é considerado um feriado opcional. Na terça-feira de Carnaval, o que fecha geralmente são as repartições públicas, bancos e escolas.  

Sobre o 25 de abril

feriado-portugal-25-de-abril

O dia 25 de abril é um dos feriados mais importantes do ano em Portugal. A data celebra o fim da ditadura e é comemorada em todo o país com direito a muitos festejos em diversas cidades.

Neste dia, em 1974, acontecia a chamada Revolução dos Cravos. Era um momento de grandes dificuldades econômicas para Portugal, além de um período de forte censura de imprensa e das manifestações artísticas, como a música e a poesia.

Há 44 anos atrás, os militares portugueses deram cabo de um Estado militar, pondo fim ao regime ditatorial.  Vitoriosos,  conseguiram n implantar o regime democrático e a instauração da nova Constituição Portuguesa, de forma pacífica. Um ano depois, os portugueses foram às urnas. Era o retorno oficial à democracia, que permanece desde então.

O líder do regime ditatorial, Marcello Caetano se rendeu e entregou o poder aos revolucionários, embarcando para o Brasil logo depois. Morreu no Rio de Janeiro em 1980.

O símbolo do dia 25 é o cravo, a flor que a população colocou nas armas dos militares neste dia. Vendedores de flores começaram a distribuí-los. Enquanto os militares colocavam os cravos nos canos de suas armas, a população os  segurava e colocava na lapela das roupas.

O que vai rolar neste feriado do dia 25:
(Fonte JPN)

Logo no início da quarta-feira, a Praça D. João I vai ser ocupada, a partir das 10h, para uma manhã de jogos tradicionais. 
Na parte da tarde, às 14h, acontece uma homenagem aos Resistentes Antifascistas no Museu Militar do Porto, onde se localizavam as antigas instalações da PIDE, seguida de uma marcha chamada “Desfile da Liberdade” rumo à Avenida dos Aliados às 14h30.

Às 16h , vai ser inaugurada a exposição internacional “PortoCartoon: LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE” no Fórum Cultural de Ermesinde. O evento é promovido pela Câmara Municipal de Valongo e o Museu Nacional da Imprensa
.
Já pelas 18h vai rolar a apresentação do grupo Canto da Liberdade no Cultura Curto Espaço. O grupo vai fazer um tributo a Zeca Afonso e outros intérpretes de abril. O espectáculo de aproximadamente 1h30 promete levar o público a recordar abril e a viajar pelo legado da música de intervenção. A entrada é gratuita.

Ainda no feriado de 25, a Junta da União das Freguesias de Custóias, Leça do Balio e Guifões vão promover a 41.ª edição da Corrida e Caminhada da Liberdade, entre as 9h e as 13h, no Largo do Souto, em Custóias. A participação também é livre, mediante inscrição prévia.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Escola Pública em Portugal: como matricular seu filho?

abril 18, 2018 0 Comments


Sempre que falo de escola aqui ou nas redes sociais do Diário, o assunto sempre rende muuuuuitas perguntas. Então, por conta disso, resolvi aproveitar esse espaço para tentar falar de uma forma mais explicadinha como tudo funciona por aqui.
"Seu filho está na escola pública?O ensino é bom? é tudo de graça?  O ensino é obrigatório a partir de que idade?"

Essas são algumas das perguntas que mais recebi nessa minha última postagem e em outras que já fiz relacionada ao tema. Então vamos lá tirar algumas dúvidas ou matar só a curiosidade de quem nos acompanha mesmo. rs


A ESCOLA PÚBLICA É DE GRAÇA?
A verdade verdadeira mesmo é que de graça não é. Todo serviço público por aqui se paga alguma coisa, mas o valor é sempre bem simbólico, de acordo com seu escalão(sua renda familiar) .

Por exemplo, não se paga propriamente dito uma mensalidade na escola pública, mas se paga o almoço e o prolongamento, que é o tempo extra que seu filho vai permanecer na escola. Caso decida por isso, como foi o meu caso.

E O QUE É ESSE TEMPO EXTRA NA ESCOLA?
O Be, por exemplo,pode entrar entre 8h30 e 9h e sair até as 18h30, pois pagamos o prolongamento. Quem não paga, a saída é as 16h. E, sim, mais uma vez valor do prolongamento vai variar de acordo com o escalão (quanto você ganha). Mas o que posso dizer em termos de valor é que o pagamento máximo (para quem ainda não possui forma de comprovar o escalão) fica em torno dos 60 euros, com tudo.

Esse tempo livre pode ser ocupado apenas por brincadeiras e pinturas, somente para preencher o horário prolongado das crianças, enquanto os pais trabalham. Mas na maioria dos casos, existe também a Associação de Pais, que organiza junto a escola algumas atividades extras para ocupar esse horário.

No caso do meu filho, ele tem a opção de fazer aulas de Yoga, inglês, música e dança. E SIM, se paga também por isso, porém, volto a dizer os valores acabam sendo bem simbólico. As aulas costumam ter valores abaixo dos 10 euros. Acho que a aula mais cara que ele faz custa 7 euros mensais. (Os valores variam de escola para escola). Tudo opcional.
O almoço também fica assim, tem um valor diário (tmb de acordo com o escalão do encarregado de educação), que não passa muito dos 2 euros. 

É importante lembrar que os pais podem buscar a criança para almoçar em casa tmb. O horário de almoço fica entre 12h e 14. Não sei se é diferente em cada escola.

FOI FÁCIL MATRICULAR NA ESCOLA PÚBLICA? COMO FAÇO PARA MATRICULAR MEU FILHO?

Eu achei bem tranquilo esse processo de matrícula. Me lembro de visitar cinco escolas e ter me apaixonado por todas na época 💗. Cada uma com o seu jeitinho especial de cativar mas no fundo bem padronizadinhas. Tanto que no fim, a escolha foi mais algo pessoal do que propriamente por conta de algum problema visto nas escolas.

Quanto a matrícula, o primeiro passo a ser dado é ir até a Junta de Freguesia da região onde você mora.(Guarda esse nome, você ainda vai ouvir muito falar dela rs). Lá irão te informar as escolas existentes mais próximas da sua morada e que se encaixam no perfil do seu filho (conforme período escolar que ele está). 

Com a lista em mãos, é hora de conhecer as instituições, fazer visitas, pesquisar tuuudo e enfim escolher. Então, você deve se preparar para o período de matrícula, que normalmente acontece entre Abril e Junho. Para efetuar a inscrição, é preciso ir até o Agrupamento Escolar da sua região, que é uma escola sede da sua freguesia (bairro) que cuida de tooodos os trâmites escolares. 

No dia da matrícula, você preencherá um formulário indicando as cinco escolas em ordem de preferência. E, definido isso, é aguardar para ver se tem vaga nas escolas que mais te agradaram.  De preferência naquela número 1 que você escreveu lá. ✌

QUAIS DOCUMENTAÇÕES PRECISO?

Durante a matrícula, eles vão te pedir documentos como cartão cidadão ou passaporte (seu e da criança), comprovativo de morada, o NIF ( que é o CPF brasileiro, documento que é muito importante tirar assim que chegar) seu e da criança e o boletim de vacinas (pode ser o do Brasil). Ah e uma foto 3x4, que eles chamam aqui de foto tipo passe.

É importante lembrar, que no caso do Bê, que era pré escola, eu só precisei desses documentos. Porém, se o seu filho já tiver estudado além desse período, é preciso o histórico escolar APOSTILADO, DE ACORDO COM O APOSTILAMENTO DE HAIA.

De resto, é só aguardar sair a lista dos nomes dos alunos nas escolas que tiveram vaga para eles. No caso do meu filho, no dia que saiu fomos até a escola sede, do Agrupamento escolar de onde morávamos e vimos o nome dele lá. Tão lindo, beeem na escolinha que tínhamos escolhido como primeira opção. ☝😊 Foi muito emocionante e ficamos muito aliviado de ter dado tudo certo. 💆👍

Um adendo importante: Vejo muitas mães preocupadas com período de matrícula. Por mais que você chegue aqui fora do tempo das inscrições, eu acredito que esse não seja o maior motivo de preocupação por aqui.  
A verdade é que, se eles tem 6 anos ou mais, é muito difícil que eles fiquem sem estudar. 
Pode até ser que eles não estudem na escola mais perto da sua casa, mas o estudo é bem assegurado pelo Governo. Toda criança tem direito de estudar. 
Na escola do meu filho, por exemplo, que nem é período obrigatório de estudo, entraram mais duas crianças entre Janeiro e Fevereiro. Lembrando que o fim do ano letivo aqui é Junho.
Já para quem tem crianças até os três anos de idade, a situação é um pouco mais dífícil, principalmente se tratando de creches públicas.

E ENTÃO, ESTÁ GOSTANDO DA ESCOLA? ELA É BOA MESMO?

Eu só tenho elogios a escola que escolhemos. E de uma maneira geral, pelas escolas que visitei por aqui posso dizer que todas são muitos boas. São bem padronizadas com um detalhe aqui e outro ali que diferenciam. Eu gosto muito e acho muito boa sim.👍
No meu caso, eu me encantei por ser uma escola pequena, aconchegante, muito acolhedora para o momento que ele entrou, de tantas mudanças recém chegados aqui ainda.
As salas de aula são muito coloridas, com diversos brinquedos de madeira, jogos de tabuleiros e tapetes com desenhos... tudo muito lúdico, o que encheu meus olhinhos de mãe coruja.
Sem falar na área externa, cheia de verde, com uma hortinha (ponto alto do local) e um parquinho com espaço para correr e aproveitar a vida fora das salas de aula. 
Em uma conversa durante a visita, me disseram que aquela área era muito usada, que eles faziam questão de utilizar o máximo que podiam o espaço ao livre. Eu adorei e por isso optei por essa.
Ah e um outro ponto bem interessante, que confesso que de início me deu um certo estranhamento (até fiz um post sobre isso), foi sobre ter turmas mistas (faixa etária), que segundo eles, era um método que estimulava além de um convívio universal, fazia com que os mais velhos tivessem um senso de responsabilidade maior com os pequenos. Achei isso o máximo no fim das contas e vejo isso na prática na vida do meu filho, coisa que antes não via nele.

OBS: A verdade mesmo é que EU estou cada vez mais adaptada aos métodos escolares por aqui. SIIM, pq para falar a real na questão de adaptação foi euzinha aqui que precisei aprender a lidar com algumas sutis diferenças que apesar de boas não eram o que estava acostumada a vivenciar nas escolas do Brasil. 


É importante frizar que o que respondi aqui foi  baseado na minha experiência com o meu filho. O Bê está na escola pública e por ter 5 anos entrou na fase de infantário, a pré-escola.
E claro, vale lembrar que deve ter uma coisa aqui e outra ali diferente em cada escola, principalmente nas de outras regiões de Portugal.

Por fim, para um melhor entendimento, vamos fechar esse assunto falando então....

Sobre o ensino português de um forma geral:

Aqui em Portugal, o aluno tem a obrigatoriedade de frequentar a escola a partir dos seis anos de idade. Mas vamos falar de todos os graus de ensino por aqui, até mesmo dessa faixa etária que não faz parte da idade oficial para ingressar nos estudos.

Pré-escolar  
Nesse período, as escolas podem ser chamadas de creche ou infantário. Não existe a obrigatoriedade do ensino porém é muito comum que os pais que trabalham coloquem seus filhos logo cedo, antes mesmo dos três anos de idade. Por isso, na maioria delas existe um plano de desenvolvimento contínuo, onde as crianças ficam desde cedo (pela parte da manhã), almoçam e terminam o dia lá (até umas 18h30, geralmente).

Logo em seguida vem o Ensino Básico.
Esse período é o mesmo que o nosso Ensino Fundamental no Brasil. As notas nessa etapa são de 1 a 5 e está dividido em três ciclos:
1º ciclo: Vai do 1º ao 4º ano. A idade escolar fica entre 6 e 10 anos. 
2º ciclo: Fica entre o 5º e o 6º ano. A idade escolar fica entre 10 e 12 anos. 
3º ciclo: Abrange do 7º ao 9º ano. A idade escolar fica entre 12 e 15 anos. 

No fim desta etapa, o aluno vai para o Ensino Secundário
Uma das maiores diferenças entre os sistemas brasileiro e português começa aqui. É a partir daqui que o aluno pode escolher qual área de estudos ele quer seguir. Na prática isso quer dizer que quando termina o ensino básico o estudante optará por quais disciplinas irá cursar nesse período.
As notas vão de 0 a 20 valores e o estudante não terá todas as disciplinas como no Brasil e deverá ter frequência obrigatória em cinco disciplinas. As disciplinas escolhidas tem a ver com que curso superior que o estudante quer seguir. No final do ensino secundário o estudante fará o Exame Nacional e é a média das provas feitas que dará acesso ao ensino superior. Algumas matérias são obrigatórias a todos como a língua portuguesa, língua estrangeira, filosofia e educação física. 
A idade escolar fica entre 15 e 18 anos e é equivalente ao nosso Ensino Médio. 
Tem a duração de três anos, vai do 10º ao 12º ano. 

Ficou com alguma dúvida ainda sobre o assunto?
Podem continuar mandando perguntinhas.
 Quem sabe não fazemos uma Parte 2 desse tema. 😚

INFORMAÇÃO EXTRA:
Esse ano de 2018, foram feitas algumas alterações na matrícula das crianças e para esclarecer melhor essa parte, vou deixar aqui o link de uma reportagem que explica bem as mudanças. 

E por falar no assunto "escola"...falei sobre o tema ainda em outros post.
Confere lá:









segunda-feira, 26 de março de 2018

Portugal tem Férias na Páscoa

março 26, 2018 0 Comments



Chegou a segunda-feira, e com ela o início das férias de Páscoa. 🐰🐰
Pois é, em Portugal, o feriado cristão é um dos mais importantes do país. Nesse período, as crianças ganham um "folga" de duas semanas da escola e aqui em Braga,  por exemplo, a cidade já está toda enfeitada para diversas festividades, além de ter muitas atrações para as crianças.
Muitas famílias conciliam férias do trabalho e aproveitam para viajar juntos nessa época também. Uma boa opção, com certeza.
Mas nem sempre é possível, como é o meu caso, então o jeito é planejar alguns dias de diversão por aqui mesmo. Afinal de contas, férias não combina com crianças em frente a uma televisão durante o dia todo.
  Pode ser por conta própria, com passeios ao ar livre, nos parques, shoppings ou em diversos centros de estudos, ateliês de férias, museus e teatros também. Sem falar nas atrações de Páscoa nas ruas, claro.

Eu já entrei no ritmo e fui a caça dos melhores programas para entreter meu pequeno nesses dias. Escolhi então alguns que me pareceram bem interessantes e vou dividir com vcs aqui.
 Chegou a hora de se organizar para levar os miúdos para gastar esse tanto de energia que eles tem.São de todos os gostos e para todos os bolsos.  
Anota aí as dicas então para dar um toque de animação nessas "mini férias" da criançada.

Projeto Expressar 
Férias de Páscoa no Museu dos Biscainhos. Oficinas de férias com jogos tradicionais, contos, artes plásticas e muito mais.
Duração: de 26/3 a 6/4/2018, das 9h as 17h30.
Mais informações, clique aqui.

No Museu dos Biscainhos ainda tem algumas atividades avulsas:

Decoração de Ovos de Páscoa
Dia 29.03 - das 14:30 às 16:00
Idades: dos 3 aos 12
Preço: 4 Euros / participante - mínimo 10

Caça ao Tesouro - Museu D. Diogo Sousa 
Dia 30.03 - das 14:30 às 16:00
Idades: dos 6 aos 14
Preço: 3,5 Euros / participante - mínimo 10

Theatro Circo

Dia 28.03
Construção de Jogos Tradicionais em madeira (Dominó, Jogo do Galo, Jogo de Memória), com ilustrações personalizadas pelos participantes com pormenores do Theatro Circo.
Das 10h-12h / 14h45-17h45
Crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 12 anos 

Dia 29.03
Realização de um painel de Azulejaria tendo como base um dos espaços do Theatro Circo.
Das 10h-12h / 14h45-17h45
Crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 12 anos
Mais informações, clique aqui.



Casa do Professor e Criactiv (Braga)
O Campo de Férias da Casa do Professor junto com os Estúdios Criactiv proporciona dias de muita criatividade e imaginação. Dias com dança, trampolins, ginástica, yoga, culinária e muito mais.
A programação vai de 26/3 a 6/4/2018, das 9h as 18h.
Mais informações, clique aqui.



CEA - Conhecimento Expressão Arte‎ (Braga)
Tem mais atividades criativas na Escola de Ensino Artístico, que reúne atividades de música, teatro, ateliê de artes, e muito mais.
Duração: de 26/3 a 6/4/2018.
Mais informações, clique aqui.



Diagonal - Centro de Aprendizagem
Na última semana das férias, ainda tem muito o que se fazer no Centro de Estudo Diagonal, com passeios ao Sea Life, cinema, Bownling, entre outros.
Duração: de 03/04 a 6/4/2018.
Mais informações, clique aqui.



Happy Code
Para os que não largam o computador, a Happy Code programou dias que inclui cursos intensivos de Minecraft Moding e YouTuber. O programa inclui um dia completo com outras atividades também.
Mais informações, clique aqui.




Querem mais dicas? 
Conheçam também o instagram RoteiroKidsBraga, clicando aqui.
Aqui tem atividades de todos os tipos e para o ano todo.






sexta-feira, 16 de março de 2018

5 coisas (ou mais) que "estranhei" nas escolas de Portugal

março 16, 2018 2 Comments



Quando se muda para um outro país com crianças, a adaptação ao ambiente escolar é com certeza uma das maiores preocupações. “Será que o meu filho vai se adaptar?”, Será que vai fazer amigos?”, “ E se sofrer preconceito por ser estrangeiro?”. Essas e outras perguntas são muito frequentes na cabeça de nós pais, principalmente na minha de super neurótica mãe dramática.
A verdade é que eu estava muito ansiosa e preocupada com esse início pois só pensava na "graaande mudança de ritmo e rotina que aconteceria na vida dele".
 Mudamos para um outro país, era uma escola completamente nova e diferente, nova professora, novos amigos e "uma  quase nova língua". Ó pobre criança! 😅
Eu costumava recordar com ele dos bons momentos vividos na escola anterior, os amigos e as atividades que ele fazia por lá. Para mim, falar sempre de forma positiva desse prepará-lo para sua nova vidinha por aqui. Mas eu tentava de tudo mesmo era não projetar a minha ansiedade nele. 

No fim, o primeiro contato dele com a escola foi ótimo e rapidamente ele já estava inserido no novo contexto escolar que tanto me preocupava. É claro que cada criança reage de uma forma mas de uma forma "quase geral" o novo mesmo está nos nossos olhos. Então é claro, que a maior adaptação, mais uma vez, foi toooda minha. 
 E é sobre isso que eu vim falar. Vou contar aqui no post um pouco do que descobri de diferente (PARA MIM) nas escolas em Portugal (Braga, cidade que vivo), além de relatar todas as "bolas foras" que dei por não estar acostumada com essas "novidades" que a vida acadêmica do meu filho me proporcionaria.

1 - Crianças no infantário estudam em turmas mistas
Aqui em Portugal, o aluno tem a obrigatoriedade de frequentar a escola a partir dos 6 anos de idade mas é muito comum que os pais que trabalham coloquem seus filhos em um infantário logo cedo, e o que acontece? As creches, infantário ou creche-escola formam turmas mistas (idades variadas) para um ensino compartilhado. Bem, eu não sei se é em tooodas as escolas do país, mas as cinco que visitei tinham esse mesmo método, por isso falo do que vivenciei.
Eu confesso que, de início, isso me causou um certo "estranhamento". Perguntas como "Será que ele vai regredir?" "Como vai ser o desenvolvimento dele com esse método?" pairavam na minha cabeça.
E foi só durante a primeira reunião dos pais que consegui entender melhor e enfim visualizei um pouco mais do que seria esse "tempo dele na escola" e foi aí que fui me acostumando com a ideia.
A educadora, na época, frizou muito sobre ser tempo de sociabilizar e brincar para eles, o que de fato fazia todo o sentido na nossa situação já que  ainda passávamos pelo período de adaptação com o novo local que vivíamos.
 Sem falar que desde então observo nele um sentido de responsabilidade com crianças mais novas que ele. Um "ensinar" e um "ajudar" o amiguinho mais novo que não era de costume antes. Tanto que seus melhores amigos na escola tem menos idade que ele e fazem dele um "amigo exemplo". É a coisa mais linda! Uma face que ainda não conhecia dele e tenho achado ótima.



2- Não tem material escolar individual
Antes mesmo da primeira reunião escolar, eu já sabia que lista de material era algo bem singelo aqui. O que me pareceu ótimo, porém não me segurou de comprar umas coisinhas para ele, não é mesmo? NÃO. 😏
Então, tô me perguntando até hoje pq eu não esperei a tal reunião. 😒
A verdade é que não é que a lista seja singela, ela SIMPLESMENTE NÃO EXISTIA. Mais uma vez repito que isso pode variar de escola para escola, mas a maioria nesse período não se preocupa muito com material escolar individual do aluno mesmo.
No meu caso foi assim: no dia da reunião, eu ouvi da educadora a seguinte frase "todo material que usaremos a escola tem. Recebemos da junta e se for preciso algo durante o ano informamos depois". 
OI?? Todo? Pensei eu. Nãao, não é possível. Nem uma resma de papel? Canetinha com 12 cores? Lápis de cor JUMBO (hahaha, brincadeira)?
Vaai, o básico pelo menos, uma canetinha com teminha, lapis de cor, lápis de escrever, borracha fofinha e estojo eu vou comprar né. 
COMPREI.
E mais uma vez eu ainda me pergunto o porquê dessa mania.😏
Eu sei que ele levou o material que eu comprei por UMA SEMANA e voltou intacto da escola. Eu persisti. INTACTO AINDA.
Até que meu filho virou e disse "mãe, eu não uso nada meu na escola. Não pode. Tem que ser o da escola."
OK, estojo lindo com teminha fofo fica em casa agora. Ponto. Aprendi.



3 - Não tem agenda escolar
Sabe aquela comunicação com a escola, os recadinhos de reunião, das festinhas, algumas atividades extras, um comportamento estranho do seu filho ou até o surto de piolho? Não vem na agenda.
NÃO - TEM - AGENDA.
É que a maioria dos recados são passados para as crianças. Uma forma de passar responsabilidade e os tornarem mais independentes. TENDEU?
(E pensar que eu até hoje esqueço de dar recados para as pessoas.)
Eles também informam algumas coisas na hora de levar ou buscar a criança (principalmente quando você pergunta rs) ou eles mandam uma folha de recado solta que se perde na merendeira do seu filho. Quer dizer se perdia, pq eu aprendi a olhar a bolsa de comida toooda quando ele chega.
 Na bolsa de comida sim, no próximo item eu explico. 



4 - As mochilas ficam na escola
E por falar em recados perdidos na merendeira, chegamos ao ponto 4. Mais uma vez eu comprei tudo combinandinho para ele ir para escola, mochila que combina com merendeira, com o copinho, potinho pro lanchinho e blablabla. 
Primeira semana de aula: "Ué, cadê sua mochila?" "Tá, na escola, junto da minha bata. Ela fica lá" OK, mais um novidade para anotar.
Pois é, de segunda a sexta (as vezes fim de semana, quando não precisa colocar algo para lavar), ela fica na escola. 
E o que tem nela? Livros, cadernos, agendas? Não. Roupas para o caso de uma troca, quando ocorre aqueles "acidentes básicos" que toda criança costuma aprontar. E SÓ. Ele não vai com mochila, merendeira, tooodo fofo para escola mais. Entenda e aceite, Michelle.
Grata.


5 - Os lanches são "sugeridos" pela escola
No dia da reunião eu também fiquei sabendo qual lanche mandar para o meu filho. Sim, quem falou que tem o dia daquele biscoito recheado ou salgadinho? Tem não. (Eu sei, que bom né. Desculpa mundooo!)
No livrinho que recebemos vinha escrito, recomenda-se pão, frutas, biscoitos (tipo Maria) e iogurtes. Organizados pelas horas dos lanches e tudo. Poonto para eles! E um choque de realidade nos meus costumes alimentares nada questionáveis e mais um tapa para eu aprender a cuidar melhor da alimentação do meu filho. Valeu Portugal!
Ótimo né? Também achei. 
Mas eu confesso que as vezes tento variar com uma coisinha aqui e outra ali. Calma, só rola um "cream cracker" DE-LI-CI-O-SO de vez em quando tamém! rsrs. 
Todo dia vai quase a mesma coisa, juro. 
Uhum, eu ainda tenho muito que aprender, ai ai. 😕


** 6 - Ah ainda tem o fato das crianças não usarem uniforme e sim uma bata beeem, digaaaamos, huuuuum...não muito bonita. FALEI! 😅
Meu filho fica lindo? Sim, claro. 
Mas eu estranhei no início sim e ri um pouquinho também pq a maturidade ficou toda no meu filho. Hoje eu amo aquela roupinha e adoro vê-lo saindo da escola com a batinha. Tudo é uma questão de costume e entender que faz parte.

** 7- E por fim.... tchan tchan tcharãaaa....Meu filho não chama mais ninguém de tia na escola. 
"De quem você mais gosta na escola" "Fulana"... "Qual o nome da moça do almoço?" "Fulana"... 
Em pensar que no Brasil a gente, já barbado, chama até a moça do cachorro-quente que nunca vimos na vida de Tia.

E vocês, gostaram de todas as "coisas novas" que as escolas daqui tem? Curtiram de cara ou estranharam um pouco de início, assim como eu? 
Tiraram de letra? 
Me contem aí.


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Como é alugar casa em Portugal

fevereiro 20, 2018 0 Comments

Em Novembro do ano passado, fizemos nossa primeira mudança em terras lusitanas e só agora, depois de três meses morando aqui que conheci um pouco melhor dos arredores e também pude curtir a casa nova.  
A nossa mudança aconteceu tão rápido que as vezes nem acredito que conseguimos em uma semana empacotar tudo, levar para o apartamento novo e já começar a morar. E ainda deixamos a casa "ajeitada"  para a chegada dos meus pais, minha irmã e meu cunhada, que viriam nos visitar naquela mesma época. Nem acredito que deu tudo certo. Sério! (rs)

E nesse clima de mudança, que só agora tenho sentido de fato, eu aproveito para contar aqui um pouco sobre os processos burocráticos (ou não) na hora de arrendar (alugar) um imóvel aqui em Braga e para falar algumas curiosidades que aprendi durante esse período.
 Por fim, conto um pouquinho do que achei dos dois locais que morei.  Quem sabe ajudo de alguma forma quem ainda está na dúvida de onde ficar.

Como arrendar (alugar) um apartamento em Braga?
Alugar um apartamento é a principal e mais "dolorosa" tarefa por aqui (ou no mundo mesmo rs). Principalmente quando se é estrangeiro. Sim, eu sei que soa preconceituoso e que não se deve generalizar, mas a verdade é que muitos corretores ou o próprio dono do imóvel, só de perceber o sotaque diferente dificulta muito o processo para conseguir o arrendamento (alugar o local). 
Acredite, tem de tudo: pedem muito mais documentos que o necessário,  te cobram renda de mais de 6 meses até 1 ano (aluguéis adiantados), sem falar que o valor do aluguel pode ficar mais caro do que o anunciado, assim como um passe de mágica. Máaagica! 
Não são todos,claro, mas você pode encontrar coisas desse tipo com uma certa facilidade sim e é sempre bom está preparado para perceber que em todo lugar existem os seres sem luz e que usam de má fé, mas que não podem te fazer desanimar e desistir. Dá mole não!
O jeito é pesquisar beeeem, ter paciência nas procuras e muita disposição para correr atrás e achar o seu cantinho. Pq sim,você vai achar!
Mas uma coisa é certa é bom vir com algum dinheiro guardado e se planejar bem. SEMPRE!

Documentos necessários para alugar imóvel:
Seja alugando direto com o senhorio (proprietário) ou através de alguma imobiliária, é necessário:
- Documento de identificação (Passaporte, cartão de residência ou cartão cidadão)
- NIF (número do contribuinte) – equivalente ao CPF do Brasil.
- Dois aluguéis de adiantamento, sendo que um é o primeiro aluguel e o outro é o último aluguel que fica de garantia
- Um contrato de trabalho, ou algo que comprove seus meios de subsistência
- Na maior parte das vezes pedem um fiador, que em alguns casos pode ser substituído por mais um aluguel de adiantamento.

T0, T1, T2… oi?
Na hora de procurar um imóvel, é importante conhecer algumas siglas e denominações. Aqui em Portugal, por exemplo, os apartamentos de 1, 2 ou mais quartos são descritos pela letra "T". Sendo assim, um T1 se trata de um apartamento com 1 dormitório e por aí vai. Já o T0 poder ser considerado a nossa quitinete. Tem ainda o "T1+1", que quer dizer que há 1 quarto e mais uma dependência menor, que pode ser um escritório ou o “quartinho de empregada”. 

Mais curiosidades: 
Aqui ainda existem outras nomeações que não estamos acostumados a ouvir na hora de escolher um imóvel, que é:
Cave: Esse é mais comum em Lisboa, aqui em Braga é difícil de ver. São prédios mais antigos, que possuem andares subterrâneos do prédio. A cave fica um pouco abaixo do nível da rua. Apesar de serem apartamentos mais baratos, muitas pessoas não recomendam pois elas costumam ser bem úmidas, frias e escuras.  Ponto fraco disso é que com cômodos menos luminosos, os gastos na conta de luz são bem mais altos, sem falar que locais que não batem sol formam mofo.
R/C – Rés do chão: O rés do chão é um andar que não chega a ser o primeiro, mas já está um pouco mais alto do que o nível da rua. Pode ser o nosso térreo.

Há também diversas opções de casas para alugar também: com contas inclusas (água, luz e condomínio), sem mobília, com mobília e equipada (utensílios de cozinha, roupa de cama, etc). Claro que tudo isso pode influenciar no preço do imóvel, mas muitas vezes acaba compensando por ser mais prático, principalmente para quem vem estudar ou só para evitar aquelas mil compras de objetos para casa.
Se optar por alugar um imóvel vazio é comum encontrar ainda os termos “cozinha equipada” ou “cozinha semi-equipada”, que quer dizer que o apartamento (ou casa) pode conter frigorífico (geladeira), placa (espécie de cooktop), máquina de lavar roupas, louça e forno elétrico. Em muitos casos, eles também vem com um aparelho chamado “esquentador”, que pode ser a gás ou elétrico, que abastece o chuveiro e a placa da cozinha. No nosso primeiro apartamento já vinha também com o ar-condicionado (que servia para o verão e aquecia no inverno).

Freguesias (bairros) que morei  
Dois locais bem diferentes, com seus pontos fortes e pontos fracos (na minha humilde opinião).

São Victor - É um bairro bem conhecido,  mais "central" e "bem urbano" . O ponto positivo é que fica próximo de tudo:  shopping, cafés, do Centro. Se você vem morar em Braga e vem pensando em estudar, ou é jovem  e está em busca de agito, esse é o melhor lugar pois fica próximo da Universidade do Minho e é cercado de bares e restaurantes. Nele também tem uma concentração muito grande de Brasileiros, o que torna mais fácil a sociabilidade (ou não rs).
 É um local bem cheio e as vezes muito barulhento (rsrs). Eu confesso que até curtia essa movimentação pelas ruas e a proximidade de comércio mas por outro lado surgia os pontos negativos com todo esse "excesso" , que eram ruas mais sujas, menos cuidadas e com excesso de carros para todo o lado. Essa última era bem complicada, pois a simples missão de achar uma vaga para estacionar se tornava uma luta e as vezes levava horas, sem falar na quantidade de carro estacionado em locais proibidos, que dificultava muitas vezes andar pelas calçadas. 

Lomar  - É completamente o oposto, o que de início me deu um certo estranhamento. É um lugar mais pacato, me parece com um "Portugal mais tradicional", dos que via em filmes, do jeito que eu imaginava ser antes de vir para cá (rsrs).  Aqui é mais frequente as ruas de pedras, algumas vivendas, as muralhas e casas antigas (não velhas), dando um ar mais bucólico. É um local mais quieto e (para mim) mais aconchegante, apesar de as vezes sentir falta de ver gente e ir andando ao shopping (rs). 

A MUDANÇA - Saímos de um apartamento no 8º andar para um térreo e com garagem. Duas mudanças que fizeram a diferença para nós. PQ? O primeiro pq depois do nosso gato cair da janela (e sobreviver rs), a altura do ap era uma das coisas que mais nos incomodava e preocupava. Além disso  e principal, temos um filho de 5 anos e com criança pequena, morar em lugar alto era motivo de susto por nada. Era só não tê-lo a vista para o coração saltar.  E a garagem? Bem, para mim garagem deixou de ser "artigo" de luxo quando o frio chegou e eu ouvia meu miúdo reclamando que a mão dele tava congelando no caminho da nossa casa até aonde o carro estava estacionado. As vezes não conseguíamos estacionar na nossa rua, e esse caminho ficava ainda mais longo e sofrido tmb. Mesmo de luva, touca, armadura....rs
( Entao pra finalizar, eu deixo essa  dica importante para quando se está procurando imóvel para alugar: veja se existe um número muito grande de prédios em volta, pq o número de "vizinhança" é quase proporcional ao de carros que vai competir com vc  na hora de achar uma vaga na sua rua. Sim, pq uma coisa que descobri aqui é que português pode ter garagem mas ele gosta mesmo é de estacionar na rua. Ah, e Brasileiro tmb rsrsrrs. )

  


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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

10 coisas que aprendi morando fora do país

fevereiro 15, 2018 0 Comments

Nesse mês de fevereiro, completei 10 meses morando fora do Brasil. Pra mim parece que já faz uma eternidade. Não sei como explicar como o tempo passa tão rápido e nem percebemos.
Mas bem, a verdade é que é impossível viver essa experiência de morar fora, com suas vantagens e desvantagens, e não passar por muitas transformações. Nessa caminhada longe, uma simples convivência nos ensina um monte de coisa e a sensação é de que há sempre mais por vir.

Morar fora é um aprendizado constante e é por isso que resolvi publicar hoje 10 coisas que aprendi com a minha decisão de vir morar em Portugal.

1) Aprendi a viver minha vida. Já tinha ouvido dizer que não existe nada melhor do que sairmos da nossa zona de conforto ( viver na mesma cidade, bairro desde pequeno, perto dos amigos, da família), para crescermos de verdade. Comigo foi bem assim. No Brasil estava sempre rodeada de gente, tinha ajuda por todo lado, não precisava me preocupar com algumas coisas e deixava muita vezes o controle do que deveria ser feito por mim nas mãos de outras pessoas. Sair da "bolha" te faz perceber que temos muito que aprender, a fazer por nós, a quebrar a cara, e que o "se virar sozinho" é de fato SO-ZI-NHO. E que isso é bom e faz bem. Ah e ensina muito.

2) Aprendi a desacelerar. No Brasil, eu tinha pressa para tudo. Nunca gostei de esperar: eu como correndo (mesmo não tendo nada para fazer depois), falo e ando rápido e sempre tive muitas impaciência quando o atendimento em algum lugar era demorado. Até vir para cá e perceber que o ritmo de vida é outro. Sim, o garçom as vezes demora cinco minutos pra vir atender mesmo, outros cinco pra trazer o café, mais cinco para trazer a conta e nem sempre é mal atendimento. O-K! Respira e curte o momento. ( Ta bem, desacelerar ainda é um aprendizado para mim.)

3) Saber dar tempo ao tempo. Olha ele aí de novo (TEM-PO).Como falei no item acima, a pressa sempre me acompanhou. Além do corre-corre do dia a dia, eu tenho pressa de fazer e acontecer. Preciso ter tantos objetivos pessoais completos para ontem, mas morar no exterior me fez revisar conceitos e expectativas. Nem tudo é tão rápido quanto a gente gostaria. Prioridades precisam ser prioridades mesmo. Ao mudar de país, a vida tem uma espécie de corte, tudo é um começar do zero.
É preciso acreditar no destino e ter uma dose extra de paciência para aceitar que nossas exigências não vão ser cumpridas no tempo previsto (por nós) e confiar que as coisas aos poucos vão se encaixando de um modo que tenha sentido.

4) Dinheiro não é tudo. Claro que muita gente vai dizer que é fácil falar que dinheiro não importa tanto quando se tem saúde e educação gratuitas e de qualidade. Mas é aí que tuuudo faz diferença. Esse é o ponto que mais te deixa tranquilo quanto a viver com o suficiente para ter uma vida mais calma e com capacidade para aproveitar mais e o melhor dela.
Aqui, por exemplo, há muitas atividades culturais gratuitas e há parques e diversas iniciativas que acontecem nas ruas ou em espaços fechados, mas ainda assim acessíveis.
Não tem aquele excesso de ostentação que estava acostumada a ver no Brasil, principalmente com que mal tinha dinheiro. A sensação que tenho é de que lá trabalhamos e nos estressamos tanto, mas tanto que temos que usar o dinheiro da forma mais "atrativa", o que vira consequentemente uma ostentação sem freio. Tem que se ter dinheiro para ir no melhor restaurante, na balada do momento, ter o celular que acabou de lançar e etc. Aqui, a ideia de felicidade está muito mais relacionada a coisas simples, como um dia de sol no parque (principalmente quando se tem tanto frio rs), um café no fim da tarde, poder comprar aquele vinhozinho (de 2 euritos) para degustar e curtir muita, muitas atividades pela cidade.

5) Aprendi a ser mais confiante. Morar fora do nosso país é um teste diário de confiança. Nos vemos em situações na qual tiramos força e coragem que não sabemos de onde. Para mim tem sido um degrau de cada vez para muitas coisas.  Tem o medo do novo e do desconhecido, a falta daquela "ajudinha" familiar, são tantas coisas. Os desafios chegam e é preciso encarar e entender então que querer é poder. Muitas das vezes precisei me redefinir. Tanto nas relações, como comigo mesma. Além disso aprendi a me preocupar menos com que os outros pensam de mim.

6) Estrangeiro é estrangeiro e sempre será. Não importa o que seu documento diga, quantos direitos iguais vc tem com os nativos do país, você não nasceu aqui e trás(para sempre) algo do seu país de nascença que vai te "diferenciar" deles, nem que seja aquele leve sotaque rs. E isso não precisa ser algo negativo, mas sim acrescentado para a convivência. Pq levar a a mal caso se refiram a você como a "brasileira", a "portuguesa", a "japonesa"?! Na loja que trabalhei eu era a única brasileira, e toda vez que queriam lembrar da vendedora aqui era a primeira coisa que se falava "ahh a Brasileira". Ora, é tão óbvio e tão prático tmb. É claro que existe a forma pejorativa da palavra mas nesse aspecto o melhor é ignorar mesmo.

7) Aprendi a ser mais tolerante e mente aberta. Conviver com outras culturas exige, mais do que nada, respeito mútuo. O que é valorizado numa cultura pode ser ignorado em outra. E isso é muito bom pra perceber que o valor das coisas é relativo. Mas criticar é sempre mais fácil, já que tentar entender exige tempo e mente aberta.O choque cultural vai acontecer diversas vezes. Prepare-se. A comida é diferente, as piadas, as referências culturais, tudo é bem diferente. As pessoas com quem convive agora não cresceram vendo os mesmos programas que você, o Faustão ou o Sílvio Santos não são os alvos de chacotas e reclamações dele - e isso faz muita falta na hora de conversar.

8) Misturar línguas é normal. Sempre achei que isso era frescura de quem morava fora um tempo e queria se mostrar, mas não é! hahahaha. Cada vez me vejo “cheia” de expressões e palavras que uso diariamente no português de Portugal. Falo os dois ao mesmo tempo:  tem dias que falo mais com o jeito daqui, outro dia ja to toda patriota. Em menos de 2 minutos eu peço para pegar meu "celular" e logo depois peço para colocar o "telemóvel" no lugar de novo. Uma bagunça total!

9) Eu tenho que me adaptar ao mundo, não o mundo a mim. Pois é, eu estava acostumada a ir sempre no mesmo mercado perto da minha casa, com tudo que conhecia e sempre comprava e em um belo dia eu entro e tá tudo diferente, as embalagens, as marcas, o tipo de comida, as pessoas, o dinheiroooo… haja informação!! Como assim aqui não tem nescau, não tem fandangos, linguiça calabresaaa...vou morreeeeer! Opa, pera, é outro país. O que eu esperava? Um Brasil dentro de Portugal só pq eu to aqui?? Ele não tem que mudar pq eu cheguei, eu preciso mudar e me adaptar pq resolvi está aqui. Sim, eu sei, é um grande exercício de desapego (mas ta aí algo que estamos acostumados a fazer depois que se resolve sair pra conhecer o mundo), você sente falta de coisas que nem imaginava que iria sentir falta algum dia. Mas não tem jeito, faz parte da adaptação do mundo que você escolher viver.
10) Ter orgulho das minhas origens. Normalmente, quando falo que sou brasileira, as pessoas me tratam muito bem,  além de me perguntarem as coisas básicas do Brasil (Copacabana, novelas,carnaval, violência). Mas o bacana é que a recepção aos brasileiros costuma ser positiva sim. E eu fico muito orgulhosa. Sei que o meu país está longe de ser perfeito e eu reclamo muito dele tmb, antes mesmo deles falarem ja to listando tudo de ruim rsrs
Mas a verdade é que nunca pensei que fosse me sentir tão emocionada ao ouvir uma música que faz lembrar o país, um costume, uma gíria, um sotaque na rua. Todo povo tem os seus encantos e você vai descobrir muitos nas pessoas que agora vão ser os seus novos amigos e colegas. Mas aquele gostinho de saudade, empatia e amor pelos nossos vai ser sempre maior do que tudo que fizemos por aqui.

Agora eu quero saber de você que mora no exterior: concorda com algum ponto? O que mais aprenderam por aí?


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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

10 coisas que aprendi (ou não) com o Inverno em Portugal

fevereiro 08, 2018 0 Comments


Como todo brasileiro eu estava bastante curiosa para saber como era o inverno Europeu, ao mesmo tempo que tinha medo por não saber se estava preparada para enfrentar o frio daqui. Eu não estava muito acostumada a sentir frio, principalmente por ter vindo do Rio de Janeiro, em que a "estação fria" dura alguns dias e a mínima não passa muito dos 18º.

Hoje, depois de passar alguns meses (parece 1 ano já rs) no inverno daqui, eu confesso que tem sido uma adaptação, muitas vezes, sofrida. Não que o frio aqui em Braga não seja suportável, dá para passar tranquilamente em comparação a outros países da Europa (pelo que sempre me dizem rs), mas sim, esse tempo pode ser chato, muito chato, daqueles que não te dá vontade de sair de casa.
E mesmo parecendo bem exagerado tudo isso, uma das coisas que eu sempre ouvia e lia é que o inverno causa uma certa "depressão" nas pessoas, especialmente naqueles dias cinzentos e de chuva. Eu concordo e comigo sempre foi assim (antes mesmo de conhecer o inverno daqui), me bate um desânimo e uma nostalgia as vezes. É tenso. Eu, que eu nunca fui uma fã de dias frios sabia que essa seria uma época de grande adaptação e obstáculos para mim.

Aqui em Braga, o clima já começou a ficar frio no meio de novembro, muito embora o inverno só tenha chegado no meio de dezembro. Foi no meio do outono que as temperaturas começaram a baixar para 15, 12º e chegaram até a 10º. Em novembro e especialmente em Dezembro, o normal eram dias com mínimas abaixo dos 9º C. Com toda essa mudança brusca de temperatura que peguei, já que cheguei aqui em pleno abril, com os dias abrindo as portas para o verão, eu venho cada dia aprendendo a conviver da melhor maneira possível com essa nova realidade, uns dias amando e outros odiando. Faz parte.
E em meio a essa oscilação diária venho aqui para falar um pouco sobre os aprendizados (nem tanto) que tive ao viver essa época tão amada (por poucos) e odiada (por tantos) pelas pessoas por esse mundo afora. 

10 coisas que aprendi (ou não) com o Inverno daqui

1) Roupa para sair é quase uma armadura 
Não importa se eu já saí milhões de vezes aqui, toda saída que faço me sinto a exagerada quando vou me vestir. E devo ser um pouquinho mesmo, mas a verdade é que todas as vezes que eu cismava em tentar ser menos frienta eu me arrependia. Por isso, vale a pena sim, vestir uma segunda pele (calça e camisa que se coloca por baixo das roupas, de preferência térmica).Por cima da segunda pele é bom uma camisa de mangas ou um casaco mais leve e só então o casaco de inverno. Esse último casaco vai ficar melhor se for aqueles impermeáveis, a chuva e o vento daqui são um dos grandes vilões na hora de pensar em sair.
 Não esqueça dos acessórios. Lembre-se do gorro, do cachecol e das luvas! Mesmo quando você achar que não vai precisar de algum deles, é bom ter sempre na sua bolsa.


2) Usar luvas
E por falar em acessórios, tem a luva.
Eu sempre achei linda aquelas pessoas com luva, até precisar usar ela no meu dia a dia. 😏
A verdade é que você não está acostumado a usar luvas e a sensibilidade com ela fica bem diferente. Ai, é um saco.
É difícil atender uma ligação,  tirar uma foto, fechar ou abrir o zíper da bolsa, da calça.
 Tenta só apertar o botão na tela do telefone. Não vai funcionar. Aí você tira rapidinho para fazer as coisas básicas e no fim a mão tá congelando e ela perdeu toda a sua função.
Eu quase nunca uso luvas...mas o pior é que sempre me arrependo por não está com elas.



3) Conviver com os choques térmicos
O frio tá de acabar com a coluna na rua e de repente você entra em um estabelecimento comercial e sente aquela baforada quente do aquecedor. É um extremo desequilíbrio entre o frio e o calor. Cuidado, pq não há saúde que aguente. Sempre me aconselham quando entrar em ambientes fechados, tirar o casaco. Eu sei que às vezes é difícil, a gente está com frio e resiste à ideia de tirar o que nos esquenta naquele momento mas a verdade mesmo é que é bem mais rápido o seu corpo aquecer sem tanta roupa dentro de um lugar quente, sem falar ainda que você não corre o risco de depois de tá quase suando precisar encarar o frio de novo.


4) Cuidar da pele
Se tem uma coisa que nunca me preocupei nesses 30 anos de vida (desculpem dermatologistas, eu sei que sou muito relapsa mesmo) foi com cuidados com a pele. Eu até usava hidratantes no corpo mas nunca tive um ritual para isso. Usava sempre que lembrava, que ia sair ou quando (e principalmente) as pernas iam ficar de fora..enfim, de forma bem aleatória mesmo.
Mas aqui não, nesse inverno não!
 A verdade é que como o frio, a nossa pele é a primeira a sentir e ainda tem alguns pontos mais sensíveis, como as mãos. Mesmo com luvas (aff), acho que nunca usei tanto creme de mão na vida como agora.  Aonde eu vou, levo na bolsa um creme específico para hidratar elas e para o corpo até durante o banho eu uso. Depois, neeem se fala.
Ainda tem para o rosto e aquele hidratante para os lábios. Que diferença. 



5) Consultar a previsão do tempo antes de sair
Vai chover? Tem muito vento? 
Essas são as principais informações que eu sempre preciso saber antes de começar a escolher a armadura do dia, ops, a roupa que vou sair. Ah, tem aquele termômetro caseiro, que eu dou uma olhadinha toda hora. Isso também ajuda bastante. E aquele aplicativo de temperatura instalado no celular? Não vivo sem.


6) Lavar louça ou tomar banho dá um ânimo a mais 
Pode parecer estranho (e é mesmo) mas aquela aguá quentiiinha na hora de lavar a louça facilita os afazeres da casa depois, o corpo fica mais quentinho e você consegue organizar sua vida com muito mais disposição. Parece não ter muita lógica, mas fazer o que, dá certo comigo.
 Sim, eu nunca pensei que iria dizer isso, mas eu gosto de lavar louça aqui, no frio. (Palmas!!)
E o banho é a mesma coisa... quando bate aquela preguiça da vida, para dar aquele ânimo  eu tomo logo um banho quente e faz toda a diferença. O difícil é só começar o banho e depois sair dele.
Ah essa parte do banho não conta muito para quando você vai sair de casa logo, claro. O ideal é tomar banho bem antes, pq de choque térmico já basta aquele do item 3.



7) Um cômodo da sua casa é suficiente para viver
Já li em muitoslugares que as casas em Portugal não tem muita estrutura para aguentar o frio no inverno. Pois é, sinto isso na pele. Aqui não temos aquele aquecimento na casa toda, então vivemos com aquecedores elétricos mesmo. Até aí beleza, o cômodo escolhido fica delicinha e a gente vive de boas, até queeee .... bate aquela vontade de ir no banheiro e você lembra que até chegar la tem um corredor frio e o próprio banheiro, que tá no clima ambiente tmb.
 A vontade que eu tenho é de andar com um aquecedor portátil pra onde eu for (será que existe um?). Tô pensando até em comprar um frigobar e colocar na minha sala, assim nem na cozinha vai ser preciso ir.  😂



8) Sol não é sinônimo de quentinho
Se você é como eu e acha (no caso, achava né) que só porque o sol apareceu não está tão frio assim, esqueça. Triste ilusão é entender que ao ver, pela janela, um dia lindo lá fora, o frio tá mais ameno. É cilada, Binoo!
Já cansei de pensar assim: Ai que bom, solzinho!  Enfim eu posso sair com menos casacos hoje!" E ao sair de casa, perceber que o sol é só um enfeite no céu. 😓
Acredite, pode estar tão frio quanto o dia anterior ou até mais gelado ainda.



9) Café é sobrenome de português (e meu tbm)
Se no Rio de Janeiro, principalmente no subúrbio de onde eu vim, boteco é aquele lugar que você encontra em cada esquina. Aqui é a cafetaria. Em todo canto, a qualquer hora, você pode encontrar um lugar para tomar aquele cafézinho. Se antes de vir para cá eu já considerava que tomava muito café, aqui, é tipo água. Nem o chocolate quente é tão gostoso como aquele cafézinho para esquentar nos dias frios daqui.



10) Dá para ser feliz com o frio (não todos os dias)
É árduo, mais dá para viver.  
No fim, os dias de sentir o rosto dormente de tanto frio e o vento que te faz lacrimejar estão próximos de acabar. E aí vem a primavera, o clima fica mais ameno e logo logo o verão de novo. São 3 meses looongos que passam. E pasmem, vai até bater saudade de acender a lareira, colocar aquela roupa mais chique que você só usa em um dia frio, poder sentar naquele restaurante todo no clima, com fogo para aquecer. 
E aí vai começar a época de reclamar do calor, do suor, do sol quente na cabeça..e por aí vai.  




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