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terça-feira, 8 de maio de 2018

Ser mãe no exterior: 10 lições que aprendi

maio 08, 2018 0 Comments
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Criar os filhos no exterior é o sonho de muitas mães. Toda vez que converso com amigas ou conhecidas sempre ouço a frase: "como deve ser bom ter a oportunidade de oferecer uma vida melhor para os filhos fora do país". Sim, de fato a lista de vantagens pode ser extensa mesmo, mas acredite, nem tudo são flores.

A maternidade de um modo geral já nos deixa muito fragilizadas. Quando se mora fora do país, longe da família e da cultura que estamos acostumadas, esta fragilidade só aumenta. Ser mãe é um ato de coragem todos os dias, agora coloca uma dose a mais e pense em como é cuidar do seu filho distante de todas as suas ligações de uma vida inteira. É um desafio diário equilibrar suas referências da infância no Brasil com os costumes locais que estão sendo absorvidos pelo seu filho.

Você reaprende sobre (quase) tudo, muda muitas visões e alguns pensamentos. Até a forma de agir, de criar e cuidar do seu filho no dia a dia precisa de alguns ajustes e alterações. Com um toque aqui e ali nosso, vamos abrindo nossa mente(ou tentando) para educar um filho fora daquela "zona de conforto" que estávamos habituados. 

Eu, um pouco mais de um ano morando em Portugal, sendo mãe expatriada, venho me reconstruindo e aprendendo mais de mim e do ser "mãe". E aproveito que o mês é todo nosso (rs), venho aqui para contar algumas lições que tive nos últimos meses sobre ser mãe no exterior. Lembrando que elas são baseadas na minha experiência pessoal.

Veja também:

1. As crianças são verdadeiras "esponjinhas". MESMO!  
Sempre escutei que quem iria se adaptar primeiro morando fora do país seria o Bê. Eu, sinceramente, tinha minhas dúvidas. Ele mal sabia o que estava acontecendo e para onde estava indo, como poderia ser tão fácil assim?! Pois bem,  logo nos primeiros dias aqui essa afirmação se confirmou e tudo que parecia um grande drama dentro de mim se tornou em uma adaptação bem leve e tranquila para ele. MESMO!  É claro, que cada criança tem sua natureza e vai encarar essa nova vida de forma diferente. Maaas, de um modo geral, eles aprendem mais rápido, interagem com mais facilidade e absorvem o "novo" de forma mais natural.

2. Pediatra para crianças "maiores" é luxo. 
Sim, a consulta médica do seu filho vai ser feita pela mesma médica que fez seu papanicolau e cuidou da alergia de pele do seu marido. E tudo vai correr bem. 
Pode parecer estranho. E pode até ser quando só se ouve falar mesmo. Mas aqui em Portugal existe o médico de família, um profissional treinado para solucionar, digamos, 80% dos problemas que podem afetar a saúde física, mental e emocional das pessoas.
Pode ser consulta mensal ou de emergência. Vai ter o seu médico sempre que for preciso.
E sim, você não vai sentir aquela necessidade absurda e nem vai precisar gastar rios de dinheiro com pediatra, especialista, alergista todo mês para o seu filho. Bem, pelo menos até agora eu não senti que precisava e muitas mães que conheço dizem a mesma coisa. 
É claro que se o caso for bem específico, ele te encaminha para um especialista. E você se trata e paga por isso.
 Mas fundo, ele é o principal médico da sua família, especializado em vocês e que lhes conhecem melhor que qualquer outro. No Brasil você leva os filhos no pediatra quando criança e depois quando maior muda para um outro médico. Aqui, você pode ser acompanhado com o mesmo médico desde o momento em que nasce, até terminar o seu ciclo de vida. Sem grandes custos, o que é melhor ainda.
 Li em um lugar a seguinte frase "Se formos fazer uma analogia com os dias de hoje, em que podemos ter um personal trainer, um personal stylist, entre outros que estão em nosso cotidiano, poderíamos dizer que o médico de família seria um personal doctor!" Adorei isso! Define bem o que esse médico representa. 

3. É preciso ter o pé no chão na criação do seu filho.
"Ter os pés no chão."Acho que isso vale para tudo. Mas se tratando de criar filho faz ainda mais sentido. Não tente agarrar o mundo para dar o "melhor de tudo" para eles. Nem é preciso tanto, acredite. Vejo que os europeus lidam com a infância com mais naturalidade e menos "glamour" do que nós brasileiros. Faça questão de criar seus filhos com os pés no chão.
É possível criar filho com toda qualidade do mundo, sem precisar gastar muito, ter um milhão de brinquedos caros, roupas de marca e etc. Entenda e se acostume que a riqueza e a ostentação de ter filhos é poder levar seu filho para brincar em uma tarde no parque. 
A dica por aqui é essa: pés no chão e coração aberto. 

4. Você precisa se acostumar a ver seu filho crescendo em outra cultura. 
Amo a cultura do Brasil e vou sempre passar o máximo dos nossos costumes para o Bê mas sei que as novas experiências deles serão bem diferentes das da minha infância. É dificil mas é importante que você se esforce para está por dentro do que não conhece no novo país que escolheu viver. Aqui, além dele, eu também tenho que aprender as músicas infantis, os desenhos em alta, estudar sobre as festas populares para acompanhar ele. Não é mole. Mas apesar de nem sempre ser a ideia mais fácil, eu preciso me conectar com coisas que não vivi e mergulhar nessa nova realidade. Afinal de contas, certas ocasiões, datas e histórias podem até não significar muito para mim, mas vão traduzir o novo contexto de vida dele.

5. É um grande desafio criar seu filho sem aquela tradicional rede apoio
A mudança para outro país nos deixa fisicamente longe e tira do nosso dia a dia aqueles que mais nos ajudam e nos dão uns "minutinhos de folga". E sim, não é fácil viver sem essas "mordomias". Ao mesmo tempo em que você aprenderá a ir para todos os lugares com seus filhos junto, algumas situações serão mais complicadas sem sua rede de apoio por perto. É preciso muuuita paciência até se "encontrar" nessa nova realidade. 

6. Você não sabe o quanto você é forte até precisar ser forte.
Ah, essa frase faz todo sentido. Ainda mais agora!
A saudade não é fácil e não ter pessoas importantes por perto também não. Mas a gente vai se adaptando e aprende muito a se virar.
O seu lado Mãe ganha mais garra. Hoje, sinto que como mãe consigo ser muito melhor em diversos aspectos. Longe daquela base de apoio, você é obrigado a tomar todas as decisões e é responsável pelas consequências dela. É um círculo vicioso de coragem, acertos e erros, que te fortalecem dia a dia.

7. Passar mais tempo de qualidade com seus filhos é bem mais corriqueiro
Poder acordar e levar seu filho em um parquinho sem preocupação vai ser algo comum na sua agenda de atividades de mães. Ou quem sabe aquele bate e volta na cidade que está com um evento super animado para a família vai ser mais fácil fazer. 
É normal encontrar famílias com filhos, inclusive bebezinhos, em museus, teatros e bares. Não há lugar que não se possa aproveitar um tempo de qualidade. As oportunidades de curtir momentos com boas lembranças não vão faltar. Essa é a qualidade que se preza por aqui e é normal. 
Viver!
 Por todo lado vai ter como aproveitar melhor seu tempo com seu pequeno. Pode ser numa quadra para jogar uma bola, ou esparramado em um gramado para relaxar ou fazer um picnic para animar. Ali, pertinho e prontinho para vocês.

8. Festa de aniversário infantil só com crianças pode ser muito legal. 
Sem adultos, sem grandes gastos, preocupações e aquela ostentação que estamos acostumados.
Sei que isso é difícil para a gente entender. Eu mesmo adorava inventar de tudo nas festinhas do meu filho e tenho memórias incríveis de aniversários meus, de amigos, filhos dos amigos, com muita decoração, comidas de todos os tipos e pessoas de todas as idades lotando os salões de festa. Mas aqui, ainda é diferente (já está mudando também). Festinha aqui é só para os amiguinhos e são feitas em parques ou em casa mesmo. 
A comemoração se resume praticamente a uma tarde (ou noite) com lanches (sanduíches, frutas, gomas), o bolo para o Parabéns e muita diversão.
 São aproximadamente três horas de muitas brincadeiras e interação entre eles. 

9. Rigor e disciplina fazem parte meeesmo da educação na escola.
Eles são exigentes e fazem questão de deixar claro isso. Aceite e entenda que aquela "tia mãe" ficou no Brasil e que a educadora pode ser muito atenciosa, até fofinha, mas é um tanto rigorosa também. Eu confesso que estranhei essa "objetividade" deles e o que aparentemente nos soa como "frieza" na forma de tratar deles em muitos casos. Mas no fim você precisa compreender que faz parte da cultura deles. 
No fim, você percebe que existe sim carinho e atenção para os nossos filhos nas escolas mas que além disso eles respeitam muito o controle e o equilíbrio de tudo isso dentro da sala de aula. 
E faz sentido. Sim, aos poucos tudo vai fazendo sentido.

10. Ter paz é libertador.
Os meus primeiros meses morando aqui me mostraram o quanto eu estava "refém" de um sentimento de medo que não me deixava sair de casa em paz. Eu não percebia isso tão claramente, até chegar aqui e me sentir um "bicho do mato", com medo de tudo. Eu achava que apesar do medo conseguia viver. Mas no fundo eu não tinha mais paz interna. E como é bom recuperar essa leveza de viver, poder olhar a sua volta e reparar que está tudo calmo, desacelerado e tão seguro. 
É recompensador poder andar nas ruas onde o carro pára na faixa de pedestres para você passar, onde você atende seu telefone pelas ruas à noite, caminha sozinha sem medo, abre as janelas do carro sem preocupação, entra e sai dele sem pressa.  Claro que perigo existe em qualquer lugar e que aquela atenção (já até natural para nós) alguns receios e até medos vão ficar mas de um modo geral é como respirar de novo. É muito libertador e gratificante poder oferecer isso a seu filho.


Pois é isso. Encarar um vida nova é sempre uma aventura, sendo mãe então, é sempre bom se preparar para uns níveis a mais de superação. Mas no fim, cada desafio, perrengues, muitas lágrimas de saudade, aquelas pedras no caminho, valem a pena. 

As oportunidades na vida não vem à toa e eu sei bem disso. Sair da zona de conforto é poder olhar para trás e perceber que somos capazes de encarar o que vem pela frente. E acredite, você é mãe, com desafio ou não, você encara o que for pelo seu filho. A maior jornada da vida nós já vivemos que é ser cuidar de um ser que precisa de nós para (quase) tudo. No fim, o que vier, a gente tira de letra.

Então, vamos em frente. Vivendo e aprendendo. Sempre!

Mas e vocês,  o que podem compartilhar sobre a experiência de ser mãe fora do Brasil? Me contem!

Veja mais artigos sobre esse assunto em:





quinta-feira, 1 de março de 2018

Morar no exterior: prepare-se para a Saudade. Ou não.

março 01, 2018 0 Comments



Não, nem tudo são flores na vida de quem decidiu morar fora do país. 

Aproveitando o gancho de uma campanha bem legal no instagram, que eu já estou participando lá, chamada #portugalnareal em que mulheres (mães em sua maioria e que moram fora do país) contam um pouco como é "a parte dificil" de se viver longe, eu vim falar aqui também um pouco a parte não tão "glamourosa" de deixar seu país e viver nas "Zeuropas".

Minha história (resumida)
Eu, primeiramente, fujo um pouco da história do sonho de viver fora do país, que ouvi e li na maioria dos relatos da camapanha. Pois é, grande parte fala que era um sonho e um planejamento de anos ter saído do país. Comigo não foi assim. Eu sempre vivi muito enraizada, viajar para fora nunca encheu meus olhos e não era uma realidade na minha vida, de verdade. Nasci, cresci quase no mesmo local (mudei algumas vezes, mas quase num ciclo, quando casei voltei a viver no mesmo lugar de quando criança). E desde então, o local mais longe que tinha viajado tinha sido  João Pessoa, na Paraíba, a terrinha de mamãe. Na minha lua de mel conheci Porto Seguro, viajei a trabalho para São Paulo e para rever uma amiga que morava por lá, e curti o Espírito Santo na casa de uma prima também. Essas foram minhas andanças. E nos meus planos de passeio só dava o Brasil (queria e quero ainda conhecer todas a praias desse mundão chamado Brasil rs).

E então você me pergunta, como cheguei aqui? 
Pois é, em um relato bem breve, eu já falo que o sonho real era do meu marido. Sim, que por dois anos martelou na minha cabeça o quanto seria vantajoso mudar de país e viver um nova vida.
No início essa história não fazia muito sentido na minha cabeça e com isso, eu empurrei para frente essa "mudança", fugia de qualquer coisa que chegasse a esse assunto.
O fato dele ser neto de português incentivava ainda mais esse desejo nele, além de trabalhar remotamente, o que facilitaria viver em qualquer lugar desse mundo e ainda ter uma renda certa. Ainda assim parecia tudo muito arriscado e radical para mim.
Mas a verdade é que o tempo passava e essa história estava cada dia mais real nas nossas vidas e eu, começava a perceber que poderia ser uma boa escolha para nós.
Sem falar que  a situação no Rio de Janeiro, cidade em que morávamos, estava cada dia mais caótica. (Eu nunca pensei que pudesse piorar mais), o que só nos empurrava para isso tudo acontecer.
 E então, num belo dia (rsrs), eu resolvi acreditar, apostar nessa "novidade" e aceitei o desafio, caindo de paraquedas numa nova dimensão, chamada morar fora do país.
Foi tudo tão rápido que as vezes ainda acordo e penso "caraca, eu to aqui mesmo". SÉRIO. rs

Os dias até o "grande momento"
Minha ficha demorou a cair. Nem mesmo a ida do meu marido, que veio primeiro para cá, me fez acreditar que a mudança estava realmente prestes a acontecer.
Eu sempre acreditei que quando vou viver algo muito desafiador na minha vida eu me teletransportasse para um mundo paralelo e assim conseguia ir me adaptando para viver tal situação da melhor forma possível (hahaha, isso é  muito real para mim).
 Ahh eu disse diversos “até logo”, arrumei minha mala para uma nova vida sem ter muita noção do que viria pela frente.
 Eu vivi cada dia até a partida sem se quer pensar em como seria aqui. Parece loucura, mas as vezes eu sinto falta de umas coisas que não trouxe para cá pq eu simplesmente deixei la pq achei que não fosse usar aqui mas que é CLARO que usaria pq era para o dia a dia de uma vida normal (nesse momento eu tava em transe com certeza, minha mala era para passar dias rs).
Eu não me preparei para nada, eu simplesmente vivi o que estava previsto para mim e tenho feito isso cada dia da minha vida.
 Não sei se foi a melhor forma a se fazer, nem sei se daria certo para todos, mas o que posso afirmar é que para mim tinha que ser assim. E não me arrependo, eu agradeço até essa minha válvula de escape que usei para fugir dos momentos mais difíceis dessa escolha pq me fez ter coragem para encarar cada fase desse processo.

A mudança
A verdade é que gente enche o peito de coragem, recomeça longe de tudo e de todos que estava acostumado e vai aprendendo, já na chegada e sem muito rodeio, o significado de viver uma nova vida. E é aí que a saudade bate sem dó e faz até os mais resistentes se curvarem. 
E ela está em tudo que vem pela frente: está na música que você ouve, na foto que surge na nossa rede social, no áudio ou no vídeo (temido por mim no início e que ainda estou em processo de adaptação) do WhatsApp. Não dá para evitar, ela te acompanha no cheiro, num tempero (que não tem aqui), na roupa que você trouxe e te lembra algum momento, ela fica na bolsa para onde você vai. Aquela companheira inseparável que você vai ter que aprender a conviver. Nem que seja na marra. 

O Peso das Escolhas
O fato é que eu optei por morar fora. Eu saí e tenho que aceitar que na minha bagagem a saudade estará sempre ao meu lado e, que só cabe a mim não fazer disso meu grande fardo. Pelo menos não todos os dias.
Eu me dou o direito de ter dias que bate a bad sim mas logo no dia seguinte eu me recomponho, olho o lado positivo de tudo que já vivi por aqui e dou um passo a frente. Ah quantos aprendizados, oportunidades, e já penso no quanto eu tenho para viver ainda.  
Nessa vida, aprendi que é preciso ter sabedoria e discernimento para saber que tudo é uma fase e que tudo passa...até o dias ruins.
Viver um nova vida traz um gás novo, uma visão diferente, amplia seus horizonte mas é um batalha emocional sem fim. 

Respira e Vai!
Se eu disser que vai ser super tranquilo lidar com isso, não é verdade, mas somos nós que decidimos como conviver com nossas escolhas. E se essa foi a sua é importante encarar que isso é a vida, cheia de coisas boas e ruins. Estando longe ou perto. 
Aqui eu reclamo, sinto falta, me questiono...mas quando estava perto eu  fazia a mesma coisa. Faz parte. Esses momentos sempre virão e o jeito é aprender a lidar da melhor forma. Um dia de cada vez... um passo a mais. 

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Como é alugar casa em Portugal

fevereiro 20, 2018 0 Comments

Em Novembro do ano passado, fizemos nossa primeira mudança em terras lusitanas e só agora, depois de três meses morando aqui que conheci um pouco melhor dos arredores e também pude curtir a casa nova.  
A nossa mudança aconteceu tão rápido que as vezes nem acredito que conseguimos em uma semana empacotar tudo, levar para o apartamento novo e já começar a morar. E ainda deixamos a casa "ajeitada"  para a chegada dos meus pais, minha irmã e meu cunhada, que viriam nos visitar naquela mesma época. Nem acredito que deu tudo certo. Sério! (rs)

E nesse clima de mudança, que só agora tenho sentido de fato, eu aproveito para contar aqui um pouco sobre os processos burocráticos (ou não) na hora de arrendar (alugar) um imóvel aqui em Braga e para falar algumas curiosidades que aprendi durante esse período.
 Por fim, conto um pouquinho do que achei dos dois locais que morei.  Quem sabe ajudo de alguma forma quem ainda está na dúvida de onde ficar.

Como arrendar (alugar) um apartamento em Braga?
Alugar um apartamento é a principal e mais "dolorosa" tarefa por aqui (ou no mundo mesmo rs). Principalmente quando se é estrangeiro. Sim, eu sei que soa preconceituoso e que não se deve generalizar, mas a verdade é que muitos corretores ou o próprio dono do imóvel, só de perceber o sotaque diferente dificulta muito o processo para conseguir o arrendamento (alugar o local). 
Acredite, tem de tudo: pedem muito mais documentos que o necessário,  te cobram renda de mais de 6 meses até 1 ano (aluguéis adiantados), sem falar que o valor do aluguel pode ficar mais caro do que o anunciado, assim como um passe de mágica. Máaagica! 
Não são todos,claro, mas você pode encontrar coisas desse tipo com uma certa facilidade sim e é sempre bom está preparado para perceber que em todo lugar existem os seres sem luz e que usam de má fé, mas que não podem te fazer desanimar e desistir. Dá mole não!
O jeito é pesquisar beeeem, ter paciência nas procuras e muita disposição para correr atrás e achar o seu cantinho. Pq sim,você vai achar!
Mas uma coisa é certa é bom vir com algum dinheiro guardado e se planejar bem. SEMPRE!

Documentos necessários para alugar imóvel:
Seja alugando direto com o senhorio (proprietário) ou através de alguma imobiliária, é necessário:
- Documento de identificação (Passaporte, cartão de residência ou cartão cidadão)
- NIF (número do contribuinte) – equivalente ao CPF do Brasil.
- Dois aluguéis de adiantamento, sendo que um é o primeiro aluguel e o outro é o último aluguel que fica de garantia
- Um contrato de trabalho, ou algo que comprove seus meios de subsistência
- Na maior parte das vezes pedem um fiador, que em alguns casos pode ser substituído por mais um aluguel de adiantamento.

T0, T1, T2… oi?
Na hora de procurar um imóvel, é importante conhecer algumas siglas e denominações. Aqui em Portugal, por exemplo, os apartamentos de 1, 2 ou mais quartos são descritos pela letra "T". Sendo assim, um T1 se trata de um apartamento com 1 dormitório e por aí vai. Já o T0 poder ser considerado a nossa quitinete. Tem ainda o "T1+1", que quer dizer que há 1 quarto e mais uma dependência menor, que pode ser um escritório ou o “quartinho de empregada”. 

Mais curiosidades: 
Aqui ainda existem outras nomeações que não estamos acostumados a ouvir na hora de escolher um imóvel, que é:
Cave: Esse é mais comum em Lisboa, aqui em Braga é difícil de ver. São prédios mais antigos, que possuem andares subterrâneos do prédio. A cave fica um pouco abaixo do nível da rua. Apesar de serem apartamentos mais baratos, muitas pessoas não recomendam pois elas costumam ser bem úmidas, frias e escuras.  Ponto fraco disso é que com cômodos menos luminosos, os gastos na conta de luz são bem mais altos, sem falar que locais que não batem sol formam mofo.
R/C – Rés do chão: O rés do chão é um andar que não chega a ser o primeiro, mas já está um pouco mais alto do que o nível da rua. Pode ser o nosso térreo.

Há também diversas opções de casas para alugar também: com contas inclusas (água, luz e condomínio), sem mobília, com mobília e equipada (utensílios de cozinha, roupa de cama, etc). Claro que tudo isso pode influenciar no preço do imóvel, mas muitas vezes acaba compensando por ser mais prático, principalmente para quem vem estudar ou só para evitar aquelas mil compras de objetos para casa.
Se optar por alugar um imóvel vazio é comum encontrar ainda os termos “cozinha equipada” ou “cozinha semi-equipada”, que quer dizer que o apartamento (ou casa) pode conter frigorífico (geladeira), placa (espécie de cooktop), máquina de lavar roupas, louça e forno elétrico. Em muitos casos, eles também vem com um aparelho chamado “esquentador”, que pode ser a gás ou elétrico, que abastece o chuveiro e a placa da cozinha. No nosso primeiro apartamento já vinha também com o ar-condicionado (que servia para o verão e aquecia no inverno).

Freguesias (bairros) que morei  
Dois locais bem diferentes, com seus pontos fortes e pontos fracos (na minha humilde opinião).

São Victor - É um bairro bem conhecido,  mais "central" e "bem urbano" . O ponto positivo é que fica próximo de tudo:  shopping, cafés, do Centro. Se você vem morar em Braga e vem pensando em estudar, ou é jovem  e está em busca de agito, esse é o melhor lugar pois fica próximo da Universidade do Minho e é cercado de bares e restaurantes. Nele também tem uma concentração muito grande de Brasileiros, o que torna mais fácil a sociabilidade (ou não rs).
 É um local bem cheio e as vezes muito barulhento (rsrs). Eu confesso que até curtia essa movimentação pelas ruas e a proximidade de comércio mas por outro lado surgia os pontos negativos com todo esse "excesso" , que eram ruas mais sujas, menos cuidadas e com excesso de carros para todo o lado. Essa última era bem complicada, pois a simples missão de achar uma vaga para estacionar se tornava uma luta e as vezes levava horas, sem falar na quantidade de carro estacionado em locais proibidos, que dificultava muitas vezes andar pelas calçadas. 

Lomar  - É completamente o oposto, o que de início me deu um certo estranhamento. É um lugar mais pacato, me parece com um "Portugal mais tradicional", dos que via em filmes, do jeito que eu imaginava ser antes de vir para cá (rsrs).  Aqui é mais frequente as ruas de pedras, algumas vivendas, as muralhas e casas antigas (não velhas), dando um ar mais bucólico. É um local mais quieto e (para mim) mais aconchegante, apesar de as vezes sentir falta de ver gente e ir andando ao shopping (rs). 

A MUDANÇA - Saímos de um apartamento no 8º andar para um térreo e com garagem. Duas mudanças que fizeram a diferença para nós. PQ? O primeiro pq depois do nosso gato cair da janela (e sobreviver rs), a altura do ap era uma das coisas que mais nos incomodava e preocupava. Além disso  e principal, temos um filho de 5 anos e com criança pequena, morar em lugar alto era motivo de susto por nada. Era só não tê-lo a vista para o coração saltar.  E a garagem? Bem, para mim garagem deixou de ser "artigo" de luxo quando o frio chegou e eu ouvia meu miúdo reclamando que a mão dele tava congelando no caminho da nossa casa até aonde o carro estava estacionado. As vezes não conseguíamos estacionar na nossa rua, e esse caminho ficava ainda mais longo e sofrido tmb. Mesmo de luva, touca, armadura....rs
( Entao pra finalizar, eu deixo essa  dica importante para quando se está procurando imóvel para alugar: veja se existe um número muito grande de prédios em volta, pq o número de "vizinhança" é quase proporcional ao de carros que vai competir com vc  na hora de achar uma vaga na sua rua. Sim, pq uma coisa que descobri aqui é que português pode ter garagem mas ele gosta mesmo é de estacionar na rua. Ah, e Brasileiro tmb rsrsrrs. )

  


↠ Guia para visitar  Porto em 2 dias
http://bit.ly/2GpUi4g
↠ Mudei para Portugal. E agora??!!
Um guia prático, direto e simples para você que decidiu morar legalmente em Portugal, chegou em terras lusitanas e não sabe por onde começar os trâmites burocráticos.
http://bit.ly/2FgUFyo