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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Almoço na escola em Portugal: a adaptação e o efeito da nova rotina

maio 18, 2018 0 Comments

alimentacao-nas-escolas-de-Portugal


Depois de temas como "matrículas" e "adaptação na escola nova", o assunto que mais preocupa os pais é sobre a alimentação nas escolas de Portugal. O cardápio do almoço mais propriamente dito. 😅

"Seu filho almoça na escola?", 
"Qual tipo de comida serve lá?, 
" Ele se adaptou rápido?", 
"Ele come de tudo? 
Essas são algumas das perguntas que recebo sobre o tópico que resolvi falar hoje.

Vou resssaltar mais uma vez que falo aqui sobre minha experiência com o meu filho. É claro que isso pode variar de criança para criança, família para família. É normal, ok? 
Então vamos lá!

Minha experiência:

Quando chegamos em Portugal, lia muitos pais (brasileiros em suas maioria) dizendo que adoravam a escola onde os filhos estavam estudando, poréeeem, grande parte dizia sobre a dificuldade de adaptação das crianças ao tipo de almoço oferecido nelas. Tanto que muitos preferiam  levar os filhos para comer em casa (pelo menos no início ou em dias específicos) ou mandavam algum tipo de comida para substituir a refeição dada lá. É bom já falar que sim, existe essa opção. Podem se acalmar, viu. 😊

É verdade que muitas das crianças demoram a se acostumar ao novo esquema alimentar nas escolas e que essa é uma fase muito complicada para muitas delas. De fato, cada criança reage diferente e é preciso saber lidar da melhor maneira para que nada seja traumático, já que são muitos processos de adaptação com a mudança de país.

Mas a verdade é que eu, apesar de muito me preocupar com esse momento, já tinha decidido desde o início que meu filho iria comer na escola e que passaria pela adaptação necessária lá dentro. E  se fosse preciso até reforçaria o lanche quando não tivesse rolando muito bem mas faria questão que ele pelo menos experimentasse o que estava sendo oferecido no dia. E isso foi algo que ouvi logo na primeira vez que tive contato com a escola e me deparei com essa "nova situação". O que me disseram foi: "As escolas aqui incentivam que a criança conheça novos alimentos sempre. Ela não é obrigada a comer tudo, mas precisa pelo menos provar para dizer que não gostou da comida."

No fundo, isso soou um tanto pessoal. Logo eu, a rainha do "não gosto de tal comida sem nunca ter experimentado". A verdade é que eu sempre achei a teoria muito interessante, mas na prática nem eu mesma vivia. Por conta disso era importante para mim não passar isso ao meu filho, ainda mais que por ele ser novo a questão poderia ser bem mais fácil de "superar". Na minha cabeça era a hora para se fazer isso sem "muito sofrimento". 

E outra coisa, temos que estar abertos para entender a cultura do país em que estamos e passarmos isso para os nossos filhos. Para mim, essa era uma oportunidade para isso. Ele tem apenas 5 anos, está formando seu paladar ainda, não poderia deixar de testar essa nova experiência. É claro que apesar de estar certa disso, o receio de que seria uma fase difícil caminhou comigo até a primeira semana de aula. Mas na minha visão era importante vivermos isso.

Tentar é importante:

O início das aulas veio e ele tirou de letra o novo hábito alimentar. Sim! Não houve reclamação dele com a comida e ao perguntar na escola sempre ouvia que ele era bem tranquilo para comer. Como foi? O que foi feito para isso? Não sei, só sei que foi preciso tentar para saber se iria correr bem, ou não.

Eu já havia reparado que ver os amiguinhos comer sempre facilitava e ele ia no clima. O que com certeza deve ter facilitado muito. Não sei exatamente qual foi a "mágica" mas chego a conclusão que é sempre (sempre mesmo) preciso tentar, antes de dizer que "não vai dar". Nós pais temos o péssimo hábito de já concluir se nossos filhos vão gostar ou não, se vão se adaptar ou não. A verdade é que estranhamos mais do que a criança.

O efeito dessa nova rotina no Dia-a-Dia fora da escola:

"Ah que bom, então seu filho come de tudo." 
Não. Não é bem assim. Em casa, ainda é um pouco mais difícil (comer em turma é muito mais legal) mas apesar disso já percebo uma mudança no paladar dele. O efeito da rotina na alimentação vem sido notada em alguns hábitos que ele adquiriu, como comer frutas de sobremesa. (Antes disso era sempre sorvete)
Depois do almoço, é hora de comer uma laranja cortada. UAU!  Voltei no tempo vendo ele comer assim rsrs.  Já não via isso desde o tempo que era pequena (quando minhas tias comiam). E ele ADORA! Coisa mais linda! É morango, melancia, clementina (tanjerina). Tô adorando! Ele come com gosto.
Mas se tiver um sorvete, ele ainda prefere? Claroooo. Normal, né?😏

Esse novo costume ainda rende algumas perguntas do tipo: "Tem 'oface' mãe?" OI?ALFACE?! Nem sabia que vc comia alface.
E novidades do tipo "Mãe, comi uma batata com negocinhos verdes e gostei." (risos)

Ah e além disso tudo, pude junto com ele aprender e reconhecer que meu cardápio em casa não é muito variado e meus hábitos alimentares não são muito exemplares também. E já estou trabalhando  nisso. Não é mole mas o negócio é tentar. MESMO!

No fim, ele só tem me mostrado que está preparado para vivenciar as experiências que esse mundão oferece e que o medo está sempre em mim. Em nós pais. Por isso, na dúvida, no medo, eu aconselho deixar seu filho tentar, experimentar (coisas boas, claro). Se não der certo, outras opções sempre virão. Mas deixe ele viver, sem passar nossos "traumas", essas novidades que o novo lar que escolhemos viver tem a oferecer.

Como funciona a alimentação na escola

Pequeno-almoço (o nosso café da manhã):
Geralmente nos pedem para mandar frutas e pão. E lá eles servem um leite (achocolatado).

Almoço:
Entrada - Sopa
A Refeição do dia
Sobremesa - frutas da época

Pela tarde:
Um lanchinho que pode ser bolachas (sem recheio), um bolinho (sem recheio), pão, iogurtes e mais frutas.

Sobre o Cardápio
A primeira vez que vi o cardápio, eu tive muita vontade de ser uma mosquinha para vê-lo comer Bacalhau à bras, arroz com cenouras sem reclamar do "negocinho abóbora" e as "coisinhas verdes" que ele sempre colocava de lado na comida aqui em casa.
Ah, eu ri sozinha e fiquei imaginando o "show" que ele daria para comer. Confesso que algumas comidas eu não oferecia agora pela idade. Sempre tive essa mania de achar que ele era muito novo para comer tais coisas. Que nada. Ele come agora e nem reclama. Tudo é uma questão de costume, faz parte.

O cardápio da semana geralmente fica anexado na porta de entrada da escola, recebemos por email e está no facebook da Associação dos Pais também.


Modelos de ementa:




terça-feira, 8 de maio de 2018

Ser mãe no exterior: 10 lições que aprendi

maio 08, 2018 0 Comments
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Criar os filhos no exterior é o sonho de muitas mães. Toda vez que converso com amigas ou conhecidas sempre ouço a frase: "como deve ser bom ter a oportunidade de oferecer uma vida melhor para os filhos fora do país". Sim, de fato a lista de vantagens pode ser extensa mesmo, mas acredite, nem tudo são flores.

A maternidade de um modo geral já nos deixa muito fragilizadas. Quando se mora fora do país, longe da família e da cultura que estamos acostumadas, esta fragilidade só aumenta. Ser mãe é um ato de coragem todos os dias, agora coloca uma dose a mais e pense em como é cuidar do seu filho distante de todas as suas ligações de uma vida inteira. É um desafio diário equilibrar suas referências da infância no Brasil com os costumes locais que estão sendo absorvidos pelo seu filho.

Você reaprende sobre (quase) tudo, muda muitas visões e alguns pensamentos. Até a forma de agir, de criar e cuidar do seu filho no dia a dia precisa de alguns ajustes e alterações. Com um toque aqui e ali nosso, vamos abrindo nossa mente(ou tentando) para educar um filho fora daquela "zona de conforto" que estávamos habituados. 

Eu, um pouco mais de um ano morando em Portugal, sendo mãe expatriada, venho me reconstruindo e aprendendo mais de mim e do ser "mãe". E aproveito que o mês é todo nosso (rs), venho aqui para contar algumas lições que tive nos últimos meses sobre ser mãe no exterior. Lembrando que elas são baseadas na minha experiência pessoal.

Veja também:

1. As crianças são verdadeiras "esponjinhas". MESMO!  
Sempre escutei que quem iria se adaptar primeiro morando fora do país seria o Bê. Eu, sinceramente, tinha minhas dúvidas. Ele mal sabia o que estava acontecendo e para onde estava indo, como poderia ser tão fácil assim?! Pois bem,  logo nos primeiros dias aqui essa afirmação se confirmou e tudo que parecia um grande drama dentro de mim se tornou em uma adaptação bem leve e tranquila para ele. MESMO!  É claro, que cada criança tem sua natureza e vai encarar essa nova vida de forma diferente. Maaas, de um modo geral, eles aprendem mais rápido, interagem com mais facilidade e absorvem o "novo" de forma mais natural.

2. Pediatra para crianças "maiores" é luxo. 
Sim, a consulta médica do seu filho vai ser feita pela mesma médica que fez seu papanicolau e cuidou da alergia de pele do seu marido. E tudo vai correr bem. 
Pode parecer estranho. E pode até ser quando só se ouve falar mesmo. Mas aqui em Portugal existe o médico de família, um profissional treinado para solucionar, digamos, 80% dos problemas que podem afetar a saúde física, mental e emocional das pessoas.
Pode ser consulta mensal ou de emergência. Vai ter o seu médico sempre que for preciso.
E sim, você não vai sentir aquela necessidade absurda e nem vai precisar gastar rios de dinheiro com pediatra, especialista, alergista todo mês para o seu filho. Bem, pelo menos até agora eu não senti que precisava e muitas mães que conheço dizem a mesma coisa. 
É claro que se o caso for bem específico, ele te encaminha para um especialista. E você se trata e paga por isso.
 Mas fundo, ele é o principal médico da sua família, especializado em vocês e que lhes conhecem melhor que qualquer outro. No Brasil você leva os filhos no pediatra quando criança e depois quando maior muda para um outro médico. Aqui, você pode ser acompanhado com o mesmo médico desde o momento em que nasce, até terminar o seu ciclo de vida. Sem grandes custos, o que é melhor ainda.
 Li em um lugar a seguinte frase "Se formos fazer uma analogia com os dias de hoje, em que podemos ter um personal trainer, um personal stylist, entre outros que estão em nosso cotidiano, poderíamos dizer que o médico de família seria um personal doctor!" Adorei isso! Define bem o que esse médico representa. 

3. É preciso ter o pé no chão na criação do seu filho.
"Ter os pés no chão."Acho que isso vale para tudo. Mas se tratando de criar filho faz ainda mais sentido. Não tente agarrar o mundo para dar o "melhor de tudo" para eles. Nem é preciso tanto, acredite. Vejo que os europeus lidam com a infância com mais naturalidade e menos "glamour" do que nós brasileiros. Faça questão de criar seus filhos com os pés no chão.
É possível criar filho com toda qualidade do mundo, sem precisar gastar muito, ter um milhão de brinquedos caros, roupas de marca e etc. Entenda e se acostume que a riqueza e a ostentação de ter filhos é poder levar seu filho para brincar em uma tarde no parque. 
A dica por aqui é essa: pés no chão e coração aberto. 

4. Você precisa se acostumar a ver seu filho crescendo em outra cultura. 
Amo a cultura do Brasil e vou sempre passar o máximo dos nossos costumes para o Bê mas sei que as novas experiências deles serão bem diferentes das da minha infância. É dificil mas é importante que você se esforce para está por dentro do que não conhece no novo país que escolheu viver. Aqui, além dele, eu também tenho que aprender as músicas infantis, os desenhos em alta, estudar sobre as festas populares para acompanhar ele. Não é mole. Mas apesar de nem sempre ser a ideia mais fácil, eu preciso me conectar com coisas que não vivi e mergulhar nessa nova realidade. Afinal de contas, certas ocasiões, datas e histórias podem até não significar muito para mim, mas vão traduzir o novo contexto de vida dele.

5. É um grande desafio criar seu filho sem aquela tradicional rede apoio
A mudança para outro país nos deixa fisicamente longe e tira do nosso dia a dia aqueles que mais nos ajudam e nos dão uns "minutinhos de folga". E sim, não é fácil viver sem essas "mordomias". Ao mesmo tempo em que você aprenderá a ir para todos os lugares com seus filhos junto, algumas situações serão mais complicadas sem sua rede de apoio por perto. É preciso muuuita paciência até se "encontrar" nessa nova realidade. 

6. Você não sabe o quanto você é forte até precisar ser forte.
Ah, essa frase faz todo sentido. Ainda mais agora!
A saudade não é fácil e não ter pessoas importantes por perto também não. Mas a gente vai se adaptando e aprende muito a se virar.
O seu lado Mãe ganha mais garra. Hoje, sinto que como mãe consigo ser muito melhor em diversos aspectos. Longe daquela base de apoio, você é obrigado a tomar todas as decisões e é responsável pelas consequências dela. É um círculo vicioso de coragem, acertos e erros, que te fortalecem dia a dia.

7. Passar mais tempo de qualidade com seus filhos é bem mais corriqueiro
Poder acordar e levar seu filho em um parquinho sem preocupação vai ser algo comum na sua agenda de atividades de mães. Ou quem sabe aquele bate e volta na cidade que está com um evento super animado para a família vai ser mais fácil fazer. 
É normal encontrar famílias com filhos, inclusive bebezinhos, em museus, teatros e bares. Não há lugar que não se possa aproveitar um tempo de qualidade. As oportunidades de curtir momentos com boas lembranças não vão faltar. Essa é a qualidade que se preza por aqui e é normal. 
Viver!
 Por todo lado vai ter como aproveitar melhor seu tempo com seu pequeno. Pode ser numa quadra para jogar uma bola, ou esparramado em um gramado para relaxar ou fazer um picnic para animar. Ali, pertinho e prontinho para vocês.

8. Festa de aniversário infantil só com crianças pode ser muito legal. 
Sem adultos, sem grandes gastos, preocupações e aquela ostentação que estamos acostumados.
Sei que isso é difícil para a gente entender. Eu mesmo adorava inventar de tudo nas festinhas do meu filho e tenho memórias incríveis de aniversários meus, de amigos, filhos dos amigos, com muita decoração, comidas de todos os tipos e pessoas de todas as idades lotando os salões de festa. Mas aqui, ainda é diferente (já está mudando também). Festinha aqui é só para os amiguinhos e são feitas em parques ou em casa mesmo. 
A comemoração se resume praticamente a uma tarde (ou noite) com lanches (sanduíches, frutas, gomas), o bolo para o Parabéns e muita diversão.
 São aproximadamente três horas de muitas brincadeiras e interação entre eles. 

9. Rigor e disciplina fazem parte meeesmo da educação na escola.
Eles são exigentes e fazem questão de deixar claro isso. Aceite e entenda que aquela "tia mãe" ficou no Brasil e que a educadora pode ser muito atenciosa, até fofinha, mas é um tanto rigorosa também. Eu confesso que estranhei essa "objetividade" deles e o que aparentemente nos soa como "frieza" na forma de tratar deles em muitos casos. Mas no fim você precisa compreender que faz parte da cultura deles. 
No fim, você percebe que existe sim carinho e atenção para os nossos filhos nas escolas mas que além disso eles respeitam muito o controle e o equilíbrio de tudo isso dentro da sala de aula. 
E faz sentido. Sim, aos poucos tudo vai fazendo sentido.

10. Ter paz é libertador.
Os meus primeiros meses morando aqui me mostraram o quanto eu estava "refém" de um sentimento de medo que não me deixava sair de casa em paz. Eu não percebia isso tão claramente, até chegar aqui e me sentir um "bicho do mato", com medo de tudo. Eu achava que apesar do medo conseguia viver. Mas no fundo eu não tinha mais paz interna. E como é bom recuperar essa leveza de viver, poder olhar a sua volta e reparar que está tudo calmo, desacelerado e tão seguro. 
É recompensador poder andar nas ruas onde o carro pára na faixa de pedestres para você passar, onde você atende seu telefone pelas ruas à noite, caminha sozinha sem medo, abre as janelas do carro sem preocupação, entra e sai dele sem pressa.  Claro que perigo existe em qualquer lugar e que aquela atenção (já até natural para nós) alguns receios e até medos vão ficar mas de um modo geral é como respirar de novo. É muito libertador e gratificante poder oferecer isso a seu filho.


Pois é isso. Encarar um vida nova é sempre uma aventura, sendo mãe então, é sempre bom se preparar para uns níveis a mais de superação. Mas no fim, cada desafio, perrengues, muitas lágrimas de saudade, aquelas pedras no caminho, valem a pena. 

As oportunidades na vida não vem à toa e eu sei bem disso. Sair da zona de conforto é poder olhar para trás e perceber que somos capazes de encarar o que vem pela frente. E acredite, você é mãe, com desafio ou não, você encara o que for pelo seu filho. A maior jornada da vida nós já vivemos que é ser cuidar de um ser que precisa de nós para (quase) tudo. No fim, o que vier, a gente tira de letra.

Então, vamos em frente. Vivendo e aprendendo. Sempre!

Mas e vocês,  o que podem compartilhar sobre a experiência de ser mãe fora do Brasil? Me contem!

Veja mais artigos sobre esse assunto em:





terça-feira, 1 de maio de 2018

Dia das Mães em Portugal e suas curiosidades pelo mundo

maio 01, 2018 0 Comments

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Você sabia que o Dia das Mães em Portugal é comemorado no Primeiro Domingo de Maio? Então, confere aqui o motivo dessa celebração ser nesse dia e saiba também outras curiosidades da comemoração.

Muitas vezes me questionei sobre o motivo de haver um dia da mãe, e porque em tal data especifica. Agora morando fora do país fiquei ainda mais intrigada, principalmente depois de descobrir que o "calendário de datas comemorativas" não é muito padronizado, mundialmente falando, como eu imaginava ser.

Por conta disso, hoje trago para vocês (e para mim) a resposta de algumas curiosidades sobre esse dia tão especial para nós mães e para nós filhos também.

Quer saber mais datas aqui em Portugal que também não são comemoradas no mesmo dia que no Brasil? Veja aqui: 


Como o dia das Mães nasceu?
A mais antiga comemoração do dia das mães é mitológica.
 Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses.
No Estados Unidos, conta a História que o Dia da Mãe foi idealizado por Anna Jarvis, uma ativista norte americana, que após a morte da sua mãe, entrou em grande depressão e suas 
 amigas, preocupadas com todo o sofrimento dela, tiveram a ideia de perpetuar a memória da mãe de Ana com uma grande festa. No entanto, Ana quis que a festa fosse estendida a todas as mães, com um dia em sua homenagem. 
A primeira celebração oficial aconteceu somente em 26 de abril de 1910, quando o então governador da Virgínia Ocidental, incorporou o Dia das Mães ao calendário do estado.
Quatro anos mais tarde da data ser celebrada na Virgínia, o presidente dos Estados Unidos naquela época unificou a celebração em todos os estados do país e, segundo sugestão da própria Ana, ficou estabelecido que o Dia das Mães deveria ser sempre comemorado no segundo domingo de maio. Depois do decreto, outros 40 países adotaram a data.

E porque em Portugal é comemorado no primeiro Domingo de Maio?
É comemorado nesta data em homenagem à Virgem Maria, seguindo a tradição da Igreja Católica que neste mês celebra o dia da mãe de Jesus.

Esta celebração sempre foi realizada nessa data?
Não. Durante muitos anos foi comemorada no dia 8 de Dezembro, que é o dia de Nossa Senhora da Conceição. Mas no segundo domingo de maio parece que nunca foi festejado mesmo.

E no Brasil, como essa data ficou oficializada?
 A primeira celebração no país ocorreu em 12 de maio de 1918, em Porto Alegre. Aos poucos, a festividade foi se espalhando pelo país e, em 1932, o então presidente Getúlio Vargas, a pedido das feministas da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, oficializou a data no segundo domingo de maio. A iniciativa fazia parte da estratégia das feministas de valorizar a importância das mulheres na sociedade, animadas com as perspectivas que se abriram a partir da conquista do direito de votar, em fevereiro do mesmo ano. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.

Dia das Mães pelo mundo!
Confira ainda a lista de dias em que se comemora o Dia das Mães em diversos países:

Segundo domingo de maio – EUA, Brasil, Austrália, África do Sul, Bélgica, Chile, Colômbia, China, Dinamarca, Alemanha, Itália, Panamá, Finlândia, Japão, Canadá, Nova Zelândia, Áustria, Peru, Suíça, Turquia, Venezuela, Hong Kong e Estônia.
Primeiro domingo de maio – Portugal, Lituânia, Hungria, Cabo Verde, Angola, Espanha e Moçambique.
Último domingo de maio – França e Suécia, podendo ser transferida para o primeiro domingo caso coincida com pentecostes.

Dias fixos no mês de maio:
No dia 10 é comemorado no México, Guatemala, Bahrein, Índia, Malásia, Qatar e Singapura. 
Dia 15 no Paraguai. 
Dia 26 na Polônia e dia 27 na Bolívia e na República Dominicana.

Em outras datas ainda tem:
Dia 08 de fevereiro na Noruega.
Dia 03 de março na Albânia, Rússia, Sérvia, Montenegro, Bulgária, Butão, Moldavia
Dia 08 de março na Romênia.
Dia 21 de março no Egito, Síria, Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes.
Dia 7 de abril na Grécia.
Dia 8 de junho em Luxemburgo.
Dia 12 de agosto na Tailândia 
Dia 15 de agosto na Costa Rica.
Os argentinos comemoram no terceiro domingo do mês de Outubro.
Dia 8 de dezembro no Panamá.

Independente de datas e de país, essa comemoração deve ser vista por todos como um momento a mais para reconhecer o valor de uma mãe.
 É (mais um) dia para demonstrar amor, carinho, respeito por essa pessoa que dedica sua vida a um outro ser humano, que por muito tempo depende dela para sobreviver. O mais lindo amor do Mundo.

Ser mãe... ser filho... ah não há coisa melhor.💓

Quer saber mais datas aqui em Portugal que também não são comemoradas no mesmo dia que no Brasil? Veja aqui: 



quarta-feira, 18 de abril de 2018

Escola Pública em Portugal: como matricular seu filho?

abril 18, 2018 0 Comments


Sempre que falo de escola aqui ou nas redes sociais do Diário, o assunto sempre rende muuuuuitas perguntas. Então, por conta disso, resolvi aproveitar esse espaço para tentar falar de uma forma mais explicadinha como tudo funciona por aqui.
"Seu filho está na escola pública?O ensino é bom? é tudo de graça?  O ensino é obrigatório a partir de que idade?"

Essas são algumas das perguntas que mais recebi nessa minha última postagem e em outras que já fiz relacionada ao tema. Então vamos lá tirar algumas dúvidas ou matar só a curiosidade de quem nos acompanha mesmo. rs


A ESCOLA PÚBLICA É DE GRAÇA?
A verdade verdadeira mesmo é que de graça não é. Todo serviço público por aqui se paga alguma coisa, mas o valor é sempre bem simbólico, de acordo com seu escalão(sua renda familiar) .

Por exemplo, não se paga propriamente dito uma mensalidade na escola pública, mas se paga o almoço e o prolongamento, que é o tempo extra que seu filho vai permanecer na escola. Caso decida por isso, como foi o meu caso.

E O QUE É ESSE TEMPO EXTRA NA ESCOLA?
O Be, por exemplo,pode entrar entre 8h30 e 9h e sair até as 18h30, pois pagamos o prolongamento. Quem não paga, a saída é as 16h. E, sim, mais uma vez valor do prolongamento vai variar de acordo com o escalão (quanto você ganha). Mas o que posso dizer em termos de valor é que o pagamento máximo (para quem ainda não possui forma de comprovar o escalão) fica em torno dos 60 euros, com tudo.

Esse tempo livre pode ser ocupado apenas por brincadeiras e pinturas, somente para preencher o horário prolongado das crianças, enquanto os pais trabalham. Mas na maioria dos casos, existe também a Associação de Pais, que organiza junto a escola algumas atividades extras para ocupar esse horário.

No caso do meu filho, ele tem a opção de fazer aulas de Yoga, inglês, música e dança. E SIM, se paga também por isso, porém, volto a dizer os valores acabam sendo bem simbólico. As aulas costumam ter valores abaixo dos 10 euros. Acho que a aula mais cara que ele faz custa 7 euros mensais. (Os valores variam de escola para escola). Tudo opcional.
O almoço também fica assim, tem um valor diário (tmb de acordo com o escalão do encarregado de educação), que não passa muito dos 2 euros. 

É importante lembrar que os pais podem buscar a criança para almoçar em casa tmb. O horário de almoço fica entre 12h e 14. Não sei se é diferente em cada escola.

FOI FÁCIL MATRICULAR NA ESCOLA PÚBLICA? COMO FAÇO PARA MATRICULAR MEU FILHO?

Eu achei bem tranquilo esse processo de matrícula. Me lembro de visitar cinco escolas e ter me apaixonado por todas na época 💗. Cada uma com o seu jeitinho especial de cativar mas no fundo bem padronizadinhas. Tanto que no fim, a escolha foi mais algo pessoal do que propriamente por conta de algum problema visto nas escolas.

Quanto a matrícula, o primeiro passo a ser dado é ir até a Junta de Freguesia da região onde você mora.(Guarda esse nome, você ainda vai ouvir muito falar dela rs). Lá irão te informar as escolas existentes mais próximas da sua morada e que se encaixam no perfil do seu filho (conforme período escolar que ele está). 

Com a lista em mãos, é hora de conhecer as instituições, fazer visitas, pesquisar tuuudo e enfim escolher. Então, você deve se preparar para o período de matrícula, que normalmente acontece entre Abril e Junho. Para efetuar a inscrição, é preciso ir até o Agrupamento Escolar da sua região, que é uma escola sede da sua freguesia (bairro) que cuida de tooodos os trâmites escolares. 

No dia da matrícula, você preencherá um formulário indicando as cinco escolas em ordem de preferência. E, definido isso, é aguardar para ver se tem vaga nas escolas que mais te agradaram.  De preferência naquela número 1 que você escreveu lá. ✌

QUAIS DOCUMENTAÇÕES PRECISO?

Durante a matrícula, eles vão te pedir documentos como cartão cidadão ou passaporte (seu e da criança), comprovativo de morada, o NIF ( que é o CPF brasileiro, documento que é muito importante tirar assim que chegar) seu e da criança e o boletim de vacinas (pode ser o do Brasil). Ah e uma foto 3x4, que eles chamam aqui de foto tipo passe.

É importante lembrar, que no caso do Bê, que era pré escola, eu só precisei desses documentos. Porém, se o seu filho já tiver estudado além desse período, é preciso o histórico escolar APOSTILADO, DE ACORDO COM O APOSTILAMENTO DE HAIA.

De resto, é só aguardar sair a lista dos nomes dos alunos nas escolas que tiveram vaga para eles. No caso do meu filho, no dia que saiu fomos até a escola sede, do Agrupamento escolar de onde morávamos e vimos o nome dele lá. Tão lindo, beeem na escolinha que tínhamos escolhido como primeira opção. ☝😊 Foi muito emocionante e ficamos muito aliviado de ter dado tudo certo. 💆👍

Um adendo importante: Vejo muitas mães preocupadas com período de matrícula. Por mais que você chegue aqui fora do tempo das inscrições, eu acredito que esse não seja o maior motivo de preocupação por aqui.  
A verdade é que, se eles tem 6 anos ou mais, é muito difícil que eles fiquem sem estudar. 
Pode até ser que eles não estudem na escola mais perto da sua casa, mas o estudo é bem assegurado pelo Governo. Toda criança tem direito de estudar. 
Na escola do meu filho, por exemplo, que nem é período obrigatório de estudo, entraram mais duas crianças entre Janeiro e Fevereiro. Lembrando que o fim do ano letivo aqui é Junho.
Já para quem tem crianças até os três anos de idade, a situação é um pouco mais dífícil, principalmente se tratando de creches públicas.

E ENTÃO, ESTÁ GOSTANDO DA ESCOLA? ELA É BOA MESMO?

Eu só tenho elogios a escola que escolhemos. E de uma maneira geral, pelas escolas que visitei por aqui posso dizer que todas são muitos boas. São bem padronizadas com um detalhe aqui e outro ali que diferenciam. Eu gosto muito e acho muito boa sim.👍
No meu caso, eu me encantei por ser uma escola pequena, aconchegante, muito acolhedora para o momento que ele entrou, de tantas mudanças recém chegados aqui ainda.
As salas de aula são muito coloridas, com diversos brinquedos de madeira, jogos de tabuleiros e tapetes com desenhos... tudo muito lúdico, o que encheu meus olhinhos de mãe coruja.
Sem falar na área externa, cheia de verde, com uma hortinha (ponto alto do local) e um parquinho com espaço para correr e aproveitar a vida fora das salas de aula. 
Em uma conversa durante a visita, me disseram que aquela área era muito usada, que eles faziam questão de utilizar o máximo que podiam o espaço ao livre. Eu adorei e por isso optei por essa.
Ah e um outro ponto bem interessante, que confesso que de início me deu um certo estranhamento (até fiz um post sobre isso), foi sobre ter turmas mistas (faixa etária), que segundo eles, era um método que estimulava além de um convívio universal, fazia com que os mais velhos tivessem um senso de responsabilidade maior com os pequenos. Achei isso o máximo no fim das contas e vejo isso na prática na vida do meu filho, coisa que antes não via nele.

OBS: A verdade mesmo é que EU estou cada vez mais adaptada aos métodos escolares por aqui. SIIM, pq para falar a real na questão de adaptação foi euzinha aqui que precisei aprender a lidar com algumas sutis diferenças que apesar de boas não eram o que estava acostumada a vivenciar nas escolas do Brasil. 


É importante frizar que o que respondi aqui foi  baseado na minha experiência com o meu filho. O Bê está na escola pública e por ter 5 anos entrou na fase de infantário, a pré-escola.
E claro, vale lembrar que deve ter uma coisa aqui e outra ali diferente em cada escola, principalmente nas de outras regiões de Portugal.

Por fim, para um melhor entendimento, vamos fechar esse assunto falando então....

Sobre o ensino português de um forma geral:

Aqui em Portugal, o aluno tem a obrigatoriedade de frequentar a escola a partir dos seis anos de idade. Mas vamos falar de todos os graus de ensino por aqui, até mesmo dessa faixa etária que não faz parte da idade oficial para ingressar nos estudos.

Pré-escolar  
Nesse período, as escolas podem ser chamadas de creche ou infantário. Não existe a obrigatoriedade do ensino porém é muito comum que os pais que trabalham coloquem seus filhos logo cedo, antes mesmo dos três anos de idade. Por isso, na maioria delas existe um plano de desenvolvimento contínuo, onde as crianças ficam desde cedo (pela parte da manhã), almoçam e terminam o dia lá (até umas 18h30, geralmente).

Logo em seguida vem o Ensino Básico.
Esse período é o mesmo que o nosso Ensino Fundamental no Brasil. As notas nessa etapa são de 1 a 5 e está dividido em três ciclos:
1º ciclo: Vai do 1º ao 4º ano. A idade escolar fica entre 6 e 10 anos. 
2º ciclo: Fica entre o 5º e o 6º ano. A idade escolar fica entre 10 e 12 anos. 
3º ciclo: Abrange do 7º ao 9º ano. A idade escolar fica entre 12 e 15 anos. 

No fim desta etapa, o aluno vai para o Ensino Secundário
Uma das maiores diferenças entre os sistemas brasileiro e português começa aqui. É a partir daqui que o aluno pode escolher qual área de estudos ele quer seguir. Na prática isso quer dizer que quando termina o ensino básico o estudante optará por quais disciplinas irá cursar nesse período.
As notas vão de 0 a 20 valores e o estudante não terá todas as disciplinas como no Brasil e deverá ter frequência obrigatória em cinco disciplinas. As disciplinas escolhidas tem a ver com que curso superior que o estudante quer seguir. No final do ensino secundário o estudante fará o Exame Nacional e é a média das provas feitas que dará acesso ao ensino superior. Algumas matérias são obrigatórias a todos como a língua portuguesa, língua estrangeira, filosofia e educação física. 
A idade escolar fica entre 15 e 18 anos e é equivalente ao nosso Ensino Médio. 
Tem a duração de três anos, vai do 10º ao 12º ano. 

Ficou com alguma dúvida ainda sobre o assunto?
Podem continuar mandando perguntinhas.
 Quem sabe não fazemos uma Parte 2 desse tema. 😚

INFORMAÇÃO EXTRA:
Esse ano de 2018, foram feitas algumas alterações na matrícula das crianças e para esclarecer melhor essa parte, vou deixar aqui o link de uma reportagem que explica bem as mudanças. 

E por falar no assunto "escola"...falei sobre o tema ainda em outros post.
Confere lá:









sexta-feira, 26 de maio de 2017

Passeio turístico com crianças

maio 26, 2017 0 Comments




No dia do meu aniversário decidimos fazer um passeio para conhecer Porto. A cidade, que é reconhecida como o melhor roteiro europeu estava tão próxima da gente que era uma chance incrível de curtir a comemoração dos meus 30 e esquecer um pouco essa distância toda e não pensar na falta de muitas pessoas nesta data. E claro, ter um dia liiindo com a minha família! 

Foi realmente divertido pesquisar os principais pontos turísticos de lá, fazer alguns roteiros, olhar alguns bons restaurantes que podíamos conhecer. Tudo parecia perfeito, tirando a parte que grande parcela desse passeio seria andando, subindo ruas e conhecendo monumentos históricos. Tudo isso com uma criança de 4 anos que reclama que ta demorando quando andamos daqui de casa até a primeira esquina da rua. Tudo isso com uma criança que adora um shopping geladinho, com brinquedos, parquinhos e que está acostumado a sair sempre para fazer algo para ele. A verdade é que em todos os passeios pensamos nele. " O restaurante tem espaço pra criança?", "Vamos no shopping pq tem aqueles brinquedos que ele adora".

Sim, seria uma das poucas vezes que o planejamento seria outro. Apostamos em um passeio turístico, histórico e que íamos tentando adaptar para ficar confortável a todos, claro. Para começar recebemos a melhor sugestão para isso que foi levar um carrinho, onde ele pudesse ficar. A melhor, digo e repito, opção para um passeio que se vá andar muito com crianças. Com o carrinho, ele não reclamaria de cansaço, se distrairia com um brinquedo enquanto estivéssemos andando e ajudaria ainda na locomoção para todos, afinal de contas andaríamos no nosso ritmo, o que fluiria melhor para dar tempo de conhecer o que estava planejado. Pronto, tudo daria certo, se Deus quiser! Agora era só esperar chegar o dia.

O PASSEIO

No sábado, acordamos bem cedo e saímos pela manhã para pegamos um comboio de Braga a Porto. A viagem é uma delícia, super tranquila e ainda tem desconto para grupos a partir de 3 pessoas. Tudo cooperando para um ótimo dia, na casa dos 30 agora! 

No caminho, o Bernardo dormiu e já saiu de lá no colo, direto para o carrinho. Começamos o roteiro ali mesmo onde saímos, na Estação de São Bento, que é a principal da cidade do Porto. Por dentro, ela é decorada com painéis de azulejos de temática histórica. Tudo lindo e muito encantador.

O dia estava lindo e o sol já mostrava que vinha com tudo. Seria uma tarde quente e ensolarada. Mais um ponto para o carrinho que nos foi dado de presente (o melhor presente ever! OBRIGADA GRACE! rs). Tampamos o carrinho e nem quando tentamos acordar, ele quis. Conhecemos diversos lugares incríveis, tiramos muitas fotos e ele só no soninho. Deu para conhecer os principais pontos, porém preferimos não entrar e conhecer muito a fundo, era um passeio para conhecer no geral e quando tivéssemos oportunidade voltaríamos para conhecer melhor. É sempre bom aproveitar tudo com calma e o carrinho, neste aspecto, já não ajudaria muito também. Mas dá para aproveitar bem os pontos turísticos ao ar livre. Vale muito a pena mesmo.

Quando chegamos na Ribeira já estava próximo da hora do almoço. E foi aí que acordamos ele e ainda deu para aproveitar aquele visual junto ao nosso pequeno. Ele começou um pouco enjoado mas depois adorou ver os peixes no Rio Douro, passear na ponte Dom Luis, a mais famosa entre as seis pontes que ficam sobre o rio. Dali até o restaurante ele foi andando, vendo as gaivotas ( que por sinal são muitas!), os cruzeiros e os barcos que transportam um monte de turistas animados. 

Depois do almoço, andamos mais um pouco pela Ribeira e chegou a vez dele. Ali mesmo achamos um parquinho e ele se esbaldou por lá,  bem do lado ainda tinha uma barraquinha da Olá (a Kibon daqui, até a marca é a mesma rs) para tomar aquele geladinho. Passeamos mais um pouco pelas barraquinhas para conhecer a parte artesanal do local e por fim paramos numa doçaria para mais uma vez nos deliciarmos com gelados e frutinhas da melhor qualidade de lá. 

Na volta ele já aproveitou mais a viagem de comboio. Voltou acordado e pôde ver algumas das paisagens que passamos e ele nem viu na ida pq estava dormindo. Ah e os túneis, que divertiram muito ele. Ah como amou passar pelos túneis. Crianças! Tudo é festa.

Saldo positivo na viagem e a certeza que sair com criança pode sempre parecer um bicho de sete cabeças, as vezes pode até ser, mas como sempre, se planejando tudo pode dar certo. E a verdade é que o passeio foi incrível sim mas vê-lo no parquinho naquele lugar maravilhoso fechou com chave de ouro o meu dia.

PS: Ah e claro, já pesquisei os pontos que posso levá-lo numa próxima vez. Tem muitos locais para se visitar com crianças em Porto tb. Mas esse vai ser um post que farei mais pra frente. 






↠ Guia para visitar  Porto em 2 dias
http://bit.ly/2GpUi4g
↠ Mudei para Portugal. E agora??!!
Um guia prático, direto e simples para você que decidiu morar legalmente em Portugal, chegou em terras lusitanas e não sabe por onde começar os trâmites burocráticos.
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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Viajar de avião com criança

maio 17, 2017 6 Comments

Se viajar de avião já é uma aventura, fazer isso com uma criança, durante 10 horas, é nível hard. Bem, pelo menos, era o que eu imaginava.
Sempre que eu pensava nesse processo todo de mudança de país o frio na barriga vinha mesmo forte quando eu lembrava da tal viagem de avião a dois. Eram muitas dúvidas na minha cabeça. "Como eu iria fazer para ir ao banheiro e deixar ele sozinho?", " E ele, como usaria aquele micro banheiro?", "Como vai ser na hora de dormir?"  "Como vou fazer a mamadeira que ele costuma tomar toda noite?", "E a dor da decolagem e da aterrissagem?", "Será que ele vai conseguir me dizer se tiver sentindo algo estranho?", "Será que ele vai se entreter e ficar de boa?", será..será...será... Nossa, confesso que isso me apavorava demais.
Eu comecei então a me preparar, vendo vídeos, lendo dicas, enfim tudo que via sobre o assunto viagem com criança eu tava acompanhando. Na verdade eu lia mesmo sobre viagem de avião em geral, até pq além de toda a angústia de como meu pequeno ia ser sentir em vôo, eu tb estava prestes a fazer minha primeira viagem internacional. A realidade era que eu nunca tinha ficado tanto tempo dentro de um avião e as poucas vezes que tinha voado pelo Brasil, eu, sinceramente, não me lembrava muita coisa. Só que não era a coisa mais confortável pra mim. 

Então, tudo me preocupava.  E nessas andanças para me preparar para o grande momento eu percebi que não havia muitos relatos sobre essa experiência. Eu senti falta de ler a parte prática, de pessoas contando como foram para elas e tal, mas quase não achei. E é por isso que estou aqui, para contar um pouco aqui a minha aventura real, que pode talvez ajudar quem também vá viver isso um dia.

A escolha do vôo

Para mim, essa parte era essencial. Eu só ficava imaginando o meu Bernardo durante 10 horas sentado em um avião e para quem o conhece bem essa era uma cena bem difícil de se ver. Foi assim que decidi pelo vôo noturno. Na verdade nem passou pela minha cabeça qualquer outra opção. Tudo ja tava esquematizada: chegaríamos no avião, ele comeria algo, via uns desenhos, desenhava e pintava um pouco, jogava um jogo que tinha separado e depois dormia. Na prática foi quase isso. 
Fomos no vôo das 23h, e apesar do sono demorar um pouco mais que o esperado, o roteiro seguiu quase à risca. Melhor horário de viajar - OK!

Sobre a mala de mão

Depois de fechar o vôo, eu parti para a parte de organização das malas que ficariam comigo durante a viagem. Confesso que eu só pensava no tal "menos é mais". Sim, pq eu precisava estar com a mão livre para segurar meu filho durante o caminho que estaríamos somente nós dois, que por sinal que caminho longo. Meu Deus, tem um mundo por trás daquele portão de embarque. Eu andava, andava e andava mais e parecia nunca chegar. 
A verdade é que, antes mesmo de saber dessa pequena-grande parte eu ja havia decidido levar apenas uma mochila e uma malinha dele. Apenas! Sim, eu faria milagre para colocar tudo que eu pretendia levar mas pelo menos eu estaria mais livre para conter meu pequeno super, ágil e nada quieto menino. E foi a melhor coisa que fiz, apesar da mochila ter ficado super lotada. Eu não conseguiria me ver com mais alguma coisa, principalmente nas horas que precisei parar para mostrar os passaportes, ou na hora que precisei tirar o laptop e passar no raio x. A enrolação foi quase nenhuma, tirando a parte que sou enrolada com quase nada mesmo. 
Sem falar que na hora de me acomodar no avião deu facilmente para colocar a mala de brinquedos na parte de cima e ficar com a mochila na parte dos meus pés. Assim tudo estava a mão quando eu precisasse e eu ainda consegui organizar tudo para que ficasse fácil para ser usado quando necessitado. Ah, sem contar que na hora que ele dormiu, eu pude colocar a mochila para caso virasse ele não caísse no chão. Foi ótimo! Então é isso, duas malas numa mão e o filho na outra! 
Malas de mão - OK!

Na mala de mão

Essa parte dos itens a levar na mala, eu segui bem os manuais que li pela internet mesmo e com muito milagre deu tudo bem arrumadinho e organizadinho. Ou pelo menos até o momento que comecei a usar as coisas, claro. 
É bem simples. Na mochila tinham 3 compartimentos. Na frente, os documentos que precisaria (e não foram poucos)mostrar por lá. No meio, coloquei todos os jogos e distrações que tinha separado para ele, além dos docinhos que também iam passar o tempo. Na parte de trás e a maior, coloquei uma roupa extra pra nós dois, meias, uma manta (que na verdade tinha no avião mas não sei se tem em todos), um travesseirinho, lenços umedecidos, fraldas (nesse caso eu preferi deixar ele de fralda pra não precisar ir ao banheiro com tanta frequência), uma bolsinha de remédios, o meu laptop e o tablet dele ("o santo"). E foi o suficiente, mesmo.

PS: Fomos ao banheiro uma única vez. Sim, eu só fui pensar em ir ao banheiro ja em Braga. Só fomos trocar a fralda e ponto. Eu não tive coragem de sair e deixar ele lá sozinho. 

Brinquedos e distrações

Aqui, antes de começar, preciso abrir um parênteses para um comentário pessoal e de "marinheira de primeira viagem mesmo". No vôo eu achei que conseguiria entreter meu filho com um desenho ou algo do tipo que passaria na televisão do avião e não curti muito essa parte. Pelo menos no que eu fui mal tinha filme de criança para assistir. Até para adulto, na minha opinião, deixou muito a desejar.Mas enfim,  por sorte, tinha o tablet(ó santo tablet) com os principais desenhos, vídeos e jogos que prendem a atenção dele. Posso dizer que ele foi a melhor aquisição da vida, principalmente depois dessa viagem! 
Ele ficou bem entretido mesmo, tanto que meu medo era quando acabasse a bateria(rsrs). Foram momentos de ansiedade na primeiro som que estava para acabar (rsrs). Mas graças a Deus, deu tudo no tempo certo, quando começou a apitar para descarregar, o sono dele já tava chegando forte e ele logo adormeceu. Quase no mesmo tempo do tablet (rsrs).
Ah ele ainda se distraiu pintando uns livrinhos com desenhos e os adesivos que tinha levado. Eu ainda tiha levado uns jogo da memória e quebra-cabeças que nem deu tempo de brincar. Mas sempre bom levar tb. Escolha dos brinquedos ideias - OK!

Cuidados antes e durante a viagem

Uma semana antes de viajarmos marquei uma consulta com o pediatra dele. Eu aconselho essa visita antes da viagem para todas as mães, com toda certeza. Para mim foi fundamental pq ele me passou quase um manual com cada remédio que eu poderia dar se rolasse todo o tipo de dores bem comuns em viagem, como a de ouvido, um enjôo, febre, nariz entupido, enfim tudo que crianças adoram sentir quando vc menos está preparado (rsrs).
No avião, o Bê reclamou apenas de um pouco de dor de cabeça. E tcharã, dei o remedinho indicado e logo melhorou. Tudo em paz e os remédios foram pouco usados mas estavam lá em caso de uma emergência.
 Farmacinha útil - OK!

A decolagem e aterrissagem

Essa era sem dúvida a parte que mais preocupava. Eu sempre lia que nessa hora o ideal era a criança mamar, o que já não era mais o caso do Bê , ou se maiorzinho, mastigar um chiclete, que tb não era o caso dele. Isso me preocupou por um bom tempo, até eu ler sobre a opção de dar aquelas balinhas tipo gelatinas. O negócio era ele está mastigando para não sentir tanto a pressão e o ouvido não incomodar. Pronto, tudo quase resolvido, pois isso ele adorava mas o único medo era chegar na hora e ele não querer comer ou se caso doesse se ele ia conseguir me avisar o q tava sentido. Foi tanta ansiedade que eu dei o doce um pouco antes, quando eu achei que estava subindo, mas não estava. No fim ele comeu bastante e não sentiu nada. 
Acho que eu senti muito mais que ele tudo nessa viagem(rs).
A aterrissagem tb foi bem tranquila, ele comeu só um pouco mas tirou de letra essa parte chatinha. Balinhas de gelatina - OK!

Comida no avião

Aqui, apesar do Bê ser bem fácil de comer, eu fiquei bem receosa de vir algo que ele não gostasse ou que nunca tinha comido antes (ele tem uma certa dificuldade para experimentar comidas novas). Mas ao contrário do que imaginava e ele tirou de letra mais uma etapa. O menu foi bem tranquilo tb: uma carne com molho madeira,batatas e arroz, com sobremesa de mousse de maracujá. Simples e certeiro para o meu pequeno comilão. O café da manhã ele nem comeu pq estava dormindo e já acordou na hora da aterrissagem. 

PS: Levei a mamadeira dele com leite e chocolate em pó mas ele dormiu antes mesmo de eu pedir uma água quente pra misturar. Mas essa parte que eu tinha um certo receio de barrarem foi bem tranquilo, entrei sem problema e conseguiria dar pra ele de boa pq ja havia até falado com a aeromoça sobre onde conseguir a água quente. 

Conclusão disso tudo é que o saldo é sempre positivo quando pensamos antes, organizamos e preparamos tudo de acordo com o jeitinho das nossas crianças. Eu foquei no bem estar dele e pude receber como reposta positiva o bom desenvolvimento de todas as etapas que precisei passar dentro do avião. No fim aquele medinho de avião que persistia em me perturbar até ficou de lado e toda concentração nele me fez aproveitar um pouco mais da viagem. Então, o que eu aconselho depois disso é sempre manter a calma para aproveitar esse momentinho com eles. Vai ser só mais um do longo caminho juntos que vem pela frente, seja no seu passeio de férias ou no início de uma nova vida fora do país, como é o meu caso. 

Viagem concluída com sucesso! 
Boa viagem pra vcs tb!



↠ Guia para visitar  Porto em 2 dias
http://bit.ly/2GpUi4g
↠ Mudei para Portugal. E agora??!!
Um guia prático, direto e simples para você que decidiu morar legalmente em Portugal, chegou em terras lusitanas e não sabe por onde começar os trâmites burocráticos.
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